Estudante livra-se de hamster no WC do aeroporto. Animal não podia embarcar

Correio do Pantanal

10 fev 2018 às 10:23 hs
Estudante livra-se de hamster no WC do aeroporto. Animal não podia embarcar

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A jovem garante que foi uma funcionária da companhia aérea que lhe sugeriu que o fizesse e que ficou destroçada. Nas redes sociais já lhe chamam “assassina de hamsters”

Belen Aldecosea quis levar o seu hamster de estimação – “Pebbles” – de volta a casa, na Florida, mas a companhia aérea não permitiu que o roedor embarcasse. A estudante decidiu desfazer-se do hamster no WC do aeroporto. Como? Atirando-o pela sanita e puxando o autoclismo, tal como uma funcionária da “Spirit Airlines” lhe terá sugerido, alega a jovem de 21 anos.

De acordo com o jornal Miami Herald, só quando chegou ao aeroporto de Baltimore, nos EUA, é que Belen Aldecosea descobriu que não podia viajar com o animal, nem como “animal de apoio emocional” – uma opção considerada nos EUA e que permite que os passageiros viajem com o animal na zona dos passageiros. Segundo a jovem, a companhia aérea terá confirmado, pelo telefone, essa possibilidade. No entanto, a “Spirit Airlines” não permitiu que “Pebbles” embarcasse.

Desesperada, com os amigos longe, no campus da universidade, Aldecosea diz que entrou em pânico e que a funcionária da companhia aérea lhe sugeriu que “despachasse” o hamster no WC do aeroporto ou que o libertasse na rua. O que a jovem fez. Mas a “Spirit Airlines” já negou que uma das suas funcionárias alguma vez tenha sugerido essas soluções.

Durante horas, contou Aldecosea, ela tentou salvar “Pebbles”. A jovem garante que contactou pelo menos seis agências de aluguer de carros, mas nenhum carro estava disponível por ser altura de férias. Viajar de autocarro estava fora de questão, porque teria levado dias para chegar ao sul da Florida.

Com a hora de embarque a aproximar-se, ela ponderou se libertava o hamster na rua, mas considerou mais humano acabar com a vida do animal rapidamente, em vez de deixar “Pebbles” morrer atropelada por um carro.

“Eu não tinha outras opções”, desabafou. “Ela estava assustada [Pebbles era uma fêmea]. Eu estava assustada. Foi horrível “, contou Aldecosea. ” Eu estava a chorar. Sentei-me durante dez minutos a chorar no WC “, contou.

No entanto, as redes sociais não perdoaram a atitude da jovem. No Twitter, foi criada uma hashtag com o nome da estudante e os utilizadores têm reagido à notícia acusando-a de ser “horrível” e “uma assassina de hamsters”. Criticam-na por não ter tentado salvar a vida do hamster e de ainda ter dito que tinha chorado “dez minutos”.

Belen Aldecosea considera apresentar uma ação judicial contra a companhia aérea alegando que esta lhe deu informações erradas sobre a possibilidade de viajar com o seu “animal de apoio emocional” – a jovem garante que tinha uma carta passada pelo seu médico a atestar que “Pebbles” era um desses animais – e por se ter sentido pressionada a libertar-se do hamster para poder regressar a casa.

A jovem contou ainda que decidiu partilhar a história, depois de uma notícia sobre a impossibilidade de uma artista viajar com o seu pavão – também este um animal de apoio emocional – se ter tornado viral.

Segundo o advogado da jovem, Adam Goodman. “Este não era um pavão gigante que poderia representar um perigo para os outros passageiros. Era um hamster pequeno e inofensivo que podia caber na palma da mão “, referiu.

Um porta-voz do “Spirit Airlines” reconheceu que a companhia aérea errou ao comunicar à jovem que “Pebbles” podia embarcar. Mas negou que tenham recomendado a hipótese da estudante se livrar do animal no WC do aeroporto.

De 2016 a 2017, a American Airlines registou um aumento de mais de 40% nos clientes que voaram com um “animal de apoio emocional”.

Nas últimas semanas, várias companhias aéreas já restringiram esse serviço, alegando que muitos passageiros se estavam a aproveitar dessa possibilidade e a querer embarcar com animais de estimação que não se enquadravam nessa categoria.

Os animais de apoio emocional são geralmente cães e gatos, mas já houve quem viajasse com esquilos e ovelhas.

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