Dólar oscila, após cair a R$ 4,05, com exterior e eleição

Correio do Pantanal

21 set 2018 às 14:10 hs
Dólar oscila, após cair a R$ 4,05, com exterior e eleição

Por G1


Notas de dólar — Foto: Reuters

O dólar oscila nesta sexta-feira (21), mantendo o patamar do dia anterior abaixo de R$ 4,10, enquanto os investidores aguardam novas pesquisas de intenções de voto à Presidência da República, em dia de alta da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes.

Às 11h14, a moeda norte-americana caía 0,03%, vendida a R$ 4,0744. Veja mais cotações.

Na mínima do dia, a divisa dos EUA atingiu R$ 4,0598. Na máxima, chegou a R$ 4,0954. No ano, a moeda acumula alta de 23%.

Na próxima semana, novas pesquisas são aguardadas, entre elas a do Ibope na segunda-feira.

“Ainda é tudo muito incerto… De todo o modo, acho que a governabilidade do país será complicada no próximo governo, seja quem for eleito”, comentou à Reuters a diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares. “Mas não há espaço para a moeda cair abaixo de 4,05 reais. Há uma resistência, atrai compradores”, disse.

O dólar subia ante a cesta de moedas fortes, em dia de destaque para o recuo da libra, depois que líderes da União Europeia alertarem a primeira-ministra Theresa May que estão prontos para um não-acordo Brexit se ela não ceder terreno no comércio e na fronteira irlandesa até novembro.

Em pronunciamento, May declarou que é melhor ficar sem acordo do que fazer acordo ruim com UE sobre Brexit e que o Reino Unido vive “impasse” nas negociações.

O Banco Central brasileiro realiza nesta sessão leilão de até 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de outubro, no total de US$ 9,801 bilhões. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

No dia anterior, a moeda norte-americana caiu 1,25%, vendida a R$ 4,0750.

Novo patamar e perspectivas

A recente disparada do dólar acontece em meio a incertezas sobre o cenário eleitoral e também ao cenário externo mais turbulento, o que faz aumentar a procura por proteção em dólar.

Investidores têm comprado dólares em resposta a pesquisas que mostram intenção de voto mais baixa para candidatos considerados mais pró-mercado. Na avaliação do mercado, os candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto são menos comprometidos com determinados modelos de reformas econômicas considerados fundamentais para o ajuste das contas públicas.

Na prática, as flutuações atuais ocorrem principalmente conforme cresce a procura pelo dólar: se os investidores veem um futuro mais incerto ou arriscado, buscam comprar dólares como um investimento considerado seguro. E quanto mais interessados no dólar, mais caro ele fica.

Outro fator que pressiona o câmbio é a elevação das taxas básicas de juros nas economias avançadas como Estados Unidos e União Europeia, o que incentiva a retirada de dólares dos países emergentes. O mercado tem monitorado ainda a guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais e a crise em países como Argentina e Turquia.

A visão dos analistas é de que o nervosismo tende a continuar até que se tenha uma maior definição da corrida eleitoral.

A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 subiu de R$ 3,80 para R$ 3,83 por dólar, segundo o último boletim Focus do Banco Central. Para o fechamento de 2019, avançou de R$ 3,70 para R$ 3,75 por dólar.

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