Desenterram corpo de mulher morta há 30 anos para saber quem é

Correio do Pantanal

31 jul 2019 às 07:05 hs
Desenterram corpo de mulher morta há 30 anos para saber quem é
FBI divulgou esboço de “Miss Molly”, como parte de um esforço para identificá-laFoto: FBI

As autoridades do Estado norte-americano do Kansas estão a tentar identificar o corpo de uma mulher encontrado há mais de 30 anos, recorrendo a avanços tecnológicos na área da genética.

A Polícia de Saline County, no Arkansas, confirmou, na segunda-feira, ter exumado os restos mortais de uma mulher, de que se sabe só a alcunha, “Miss Molly”, para tentar identificá-la, tirando partido de “avanços na identificação por ADN”, não discriminado. O corpo foi encontrado a 25 de janeiro de 1986, parcialmente vestido, num riacho daquele condado norte-americano.

Embora as várias tentativas feitas ao longo dos anos de identificar a mulher tenham sido infrutíferas, incluindo a radiografia dentária realizada um mês depois de o corpo ter sido encontrado, as autoridades esperam agora que a nova tecnologia seja capaz de concluir o caso.

De acordo com comunicado da Polícia local, várias agências colaboraram na exumação do corpo, incluindo o FBI de Arkansas, que ajudou na recolha de amostras do corpo, e que já tinha divulgado um esboço de “Miss Molly”, como parte de um esforço para identificá-la. Quando morreu, a mulher devia ter entre 25 e 30 anos.

De acordo com a CNN, a mulher, que teria entre 25 e 30 anos, tinha olhos azuis e cabelo castanho com madeixas claras. Tinha várias cicatrizes no corpo, quando foi encontrada.

Outros casos

No ano passado, graças a uma nova tecnologia de ADN, vários corpos de pessoas falecidas foram identificados, levando à resolução de vários crimes. Uma mulher, morta a tiro em 1982, foi identificada em maio, ao fim de 37 anos, depois de os investigadores terem usado elementos da cena do crime para determinar as identidades da vítima e do seu homicida.

Nesse caso, amostras da vítima foram enviadas para um laboratório privado de ADN, tendo depois os resultados sido enviados para um banco de dados chamado GEDMatch, que usa o ADN para ajudar a identificar vítimas e suspeitos de crimes. É a mesma base de dados que as autoridades usaram para capturar o chamado “Assassino do Estado Dourado”, nome dado a um assassino em série que matou pelo menos 10 pessoas no Sul da Califórnia de 1979 a 1986.

Em abril, a Polícia do Texas anunciou ter identificado duas mulheres, encontradas sem vida em 1986 e 1991, usando um novo método de análise de ADN forense.

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