Depois de fechar vagas em 2018, administração pública volta a abrir postos este ano

Correio do Pantanal

27 maio 2019 às 16:21 hs
Depois de fechar vagas em 2018, administração pública volta a abrir postos este ano

Por G1


Segundo os dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), divulgados pelo Ministério da Economia, o saldo de vagas formais na administração pública ficou em 1.241 em abril. Foi o terceiro mês seguido de contratações – este ano, apenas janeiro teve corte de vagas (-686).

Até 2018, o país acumulou quatro anos de fechamento de vagas na administração pública.

A queda no número de vagas na administração pública em 2018 coincidiu com a suspensão de concursos federais nos últimos anos e com o programa de demissão voluntária (PDV) instituído pelo governo Temer em 2017.

Em 2016, por exemplo, o então Ministério do Planejamento anunciou a suspensão de até 40.389 vagas previstas no orçamento. Em 2017, o corte anunciado pelo governo foi de 60 mil cargos.

Tendência pode ser revertida ao longo do ano

Apesar do crescimento das vagas formais na administração pública em 2019, a tendência pode se reverter ao longo do ano. Em 2018, o saldo de vagas formais também estava positivo no setor entre janeiro e abril, com a abertura de 14.222 postos, e mudou de rumo nos meses seguintes.

No início de abril, o ministro da Economia falou em “travar” os concursos públicos. De fato, o ano começou sem nenhuma autorização de concurso na esfera federal. Segundo Paulo Guedes, nos próximos cinco anos 50% do funcionalismo público deve se aposentar, e essas vagas não voltarão a ser preenchidas.

No próprio poder executivo federal, a estimativa é de fechamento de cerca de 14 mil vagas até o final de julho – um decreto editado em março extinguiu 21 mil cargos, funções e gratificações nessa esfera. Destes, 6.587 já estavam vagos, e os demais serão extintos até aquele mês.

Em junho, entram em vigor regras mais rígidas para a abertura de vagas no Poder Executivo Federal. De acordo com o governo, haverá “maior rigor na autorização de concurso público e na autorização de nomeação de aprovados”.

“Os entes públicos interessados vão precisar dar mais elementos para comprovar que, realmente, é necessário o concurso público e que não há como resolver o problema com a realocação de mão de obra já disponível na administração pública federal ou com mão de obra terceirizada”, afirmou o governo em decreto.

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