DAM prende em Pedro Gomes açougueiro suspeito de estuprar a enteada em Coxim

Correio do Pantanal

7 set 2018 às 09:51 hs
DAM prende em Pedro Gomes açougueiro suspeito de estuprar a enteada em Coxim

Um açougueiro de 46 anos que teve a identidade preservada para proteger as vítimas, foi preso pela DAM (Delegacia de Atendimento a Mulher) na tarde desta quinta-feira (06) após a delegada Sandra Regina Simão de Brito ter solicitado sua prisão por considerá-lo suspeito de estupro de vulnerável de duas irmãs, no município de Coxim.

O suspeito foi detido após diligências comandadas pela delegada, os policiais localizaram o açougueiro no escritório de seu advogado em Pedro Gomes e efetuaram a sua prisão.

O caso repercutiu em Coxim e também na região Norte do Estado, o suspeito havia sido preso recentemente pelo não pagamento de pensão alimentícia, mas após o pedido de prisão da delegada titular da DAM, a justiça expediu um mandado de prisão em desfavor do autor que se encontra preso.

Entenda o caso: A vítima de apenas 12 anos teria flagrado o suspeito passando as mãos nas partes íntimas de sua irmãzinha de 09 anos, em uma residência no bairro Vila Bela, em Coxim.

Após ver a cena, a própria menina acionou o Conselho Tutelar que contou o que ele teria feito com ela e pretendia fazer o mesmo com sua irmã. Para não ver a irmã na mesma situação dela, a menina preferiu contar que foi abusada pelo padrasto por anos.

A menina contou a equipe do Conselho Tutelar que desde meados de 2017 vinha sofrendo abuso sexual do padrasto e nunca havia contado nada a ninguém por medo de que algo acontecesse a ela, a sua mãe e sua irmã.

A menina relatou com riqueza de detalhes como foi a primeira vez que sofreu abuso do padrasto, eles ainda moravam em uma fazenda no Pantanal. Num determinado dia, ao sair com o suspeito para ir ao mangueiro tirar leite, ele tirou toda sua roupa, e a obrigou a fazer sexo oral, em seguida, manteve relação sexual com ela, quando chegaram em casa mandou que ela tomasse um banho.

Apesar de a menina dizer que não queria e implorar para que ele parasse com os abusos, ele consumou o estupro e ainda disse para ela calar a boca se não iria matar todos em sua casa de depois jogar os corpos no barro e desossá-los.

Os fatos se repetiram por inúmeras vezes, inclusive após ter ejaculado nela, o autor comprou remédio para evitar que ela engravidasse dele. A menina sempre dizia que não queria fazer sexo, mas o autor sempre à ameaça, as vezes que ela recusava, ele agredia sua mãe.

Para fugir das agressões do autor, mãe e filhas foram morar em Campo Grande, mesmo morando longe a vítima não teve coragem de contar para ninguém, quando voltou a morar novamente com autor ele voltou a passar as mãos em suas partes íntimas, quando ela disse que iria contar para os tios, nervoso, o suspeito passava a agredir sua mãe.

No dia que a vítima ficou sabendo que o autor estava passando a mão em sua irmã, a menina foi ameaçada por ele que disse; “cala a boca, se você contar para alguém eu dou um tiro em sua boca”.

Traumatizada com a situação, a menina não sabia mais o que fazer, sendo que ele quem  tirou sua virgindade contra sua vontade, além disso, para manter relações sexuais com ela durante a noite dava remédio a mãe e irmã. Às vezes ela acordava com o zíper do short aberto e o autor dormindo ao lado na cama de sua irmã.

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