Corpo de Maëlys Araújo foi encontrado

Correio do Pantanal

15 fev 2018 às 07:00 hs
Corpo de Maëlys Araújo foi encontrado

Principal suspeito Nordahl Lelandais confessou hoje o homicídio, de acordo com a imprensa francesa

Jean-Yves Coquillat, procurador de Grenoble, França, anunciou esta quarta-feira que os restos mortais da menina lusodescendente Maëlys de Araújo, de 9 anos, foram encontrados. A menina desapareceu de um casamento no final de agosto do ano passado.

“Nordhal Lelandais disse que matou a criança de forma involuntária e depois voltou para o casamento. Por enquanto, ainda não deu uma explicação sobre as causas da morte de Maëlys”, acrescentou o procurador.

Jean-Yves Coquillat disse ainda que os “pais de Maëlys foram avisados em primeiro lugar e estão a caminho”. Nordhal Lelandais quer “pedir desculpa” e disse que “matou a criança de forma acidental”.

“Até agora, os pais estavam na pior das situações, na ignorância do que tinha acontecido à criança. Esta noite, eles sabem que a filha morreu, que foi morta e há alguns minutos descobrimos os restos [mortais] da criança”, indicou o procurador em conferência de imprensa.

Jean-Yves Coquillard indicou que foi na sequência da descoberta de uma mancha de sangue na mala do carro que o suspeito decidiu falar com os juízes de instrução.

“O advogado foi visitar o cliente ontem (terça-feira) e Nordahl Lelandais pediu aos juízes de instrução para o ouvirem hoje porque tinha revelações a fazer e queria levar a justiça ao local onde colocou o corpo de Maelis”, continuou o procurador.

De acordo com o mesmo responsável, “Nordahl Lelandais disse que matou Maëlys involuntariamente e desfez-se do corpo” e “pediu desculpas aos pais de Maëlys, a Maëlys e aos juízes de instrução”.

O procurador precisou, ainda, que Nordahl Lelandais não explicou as circunstâncias da “morte involuntária” porque disse que “primeiro queria que o corpo fosse encontrado e explicaria depois”.

O corpo foi encontrado numa pequena ravina em Saint Franc, num local a cerca de 60 minutos do sítio onde se realizou o casamento em agosto, e as buscas foram dificultadas pela neve, explicou ainda o procurador.

Vestígios de sangue levaram suspeito a falar

Segundo o jornal Le Dauphiné Libéré, Nordhal Lelandais decidiu falar aos detetives depois de ter sido confrontado com vestígios de sangue encontrados na mala do próprio carro, e que foram identificados como pertencendo a Maëlys Araújo. Até aqui, o suspeito sempre negara as acusações, mas a polícia sabia que no dia após o desaparecimento da criança tinha passado duas horas a limpar meticulosamente o automóvel, um Audi A3. Ainda assim, as perícias permitiram descobrir vestígios ínfimos de sangue, que foram depois analisados. O facto de o suspeito ter usado um produto para limpeza de jantes na mala do carro dificultou a recolha e análise de amostras, que só agora puderam ser comparadas com o ADN de Maëlys.

Lelandais pediu então aos agentes, esta quarta-feira, que o acompanhassem a Pont-de-Beauvoisin, onde se realizou o casamento para o qual tanto o suspeito como a criança lusodescendente foram convidados, a 27 de agosto passado – desde então, Maëlys nunca mais foi vista.

Com Lusa

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