Congresso volta em meio à tentativa de Temer de aprovar Previdência

Correio do Pantanal

5 fev 2018 às 07:49 hs
Congresso volta em meio à tentativa de Temer de aprovar Previdência

Por ser ano eleitoral, parlamentares devem concentrar atividades no 1º

De Brasília

Plenário da Câmara dos Deputados (Foto: Agência Câmara)

Após 45 dias de recesso, o Congresso Nacional retomará os trabalhos nesta segunda-feira (5) em meio à tentativa do presidente Michel Temer de aprovar a reforma da Previdência Social nas próximas semanas.

Pela Constituição, deputados e senadores deveriam ter retornado às atividades na última sexta (2), mas o presidente do Congresso, Eunício Oliveira (PMDB-CE), convocou a sessão de abertura do ano legislativo para esta segunda.

Pouco antes da sessão desta segunda, marcada para as 17h, haverá uma cerimônia na área externa do Congresso, com salva de tiros (de festim) de canhão.

Pelo rito, Eunício e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), subirão a rampa principal do Congresso e serão recebidos por outras autoridades. Em seguida, eles seguirão para o plenário, onde deverão fazer discursos aos parlamentares presentes.

Tradicionalmente, é lida na cerimônia uma mensagem presidencial. No texto, o chefe do Poder Executivo apresenta uma projeção do governo para o ano, com as principais metas.

Embora o presidente Michel Temer tenha sido convidado para a abertura do ano legislativo, a agenda dele para esta segunda, divulgada na última sexta, não prevê a participação do presidente no ato.

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, também foi convidada.

Reforma da Previdência

A retomada dos trabalhos no Congresso acontece em meio às negociações do governo com deputados para aprovar a reforma da Previdência.

A votação está marcada para o próximo dia 19 e, com o retorno dos parlamentares a Brasília, o Palácio do Planalto quer intensificar as articulações nos próximos dias.

Por se tratar de uma emenda à Constituição, a proposta precisa do apoio mínimo de 308 dos 513 deputados, em duas votações. Integrantes da base governista afirmam que, hoje, cerca de 270 parlamentares apoiam o projeto.

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