Argentinos protestam contra orçamento austero para 2019

Correio do Pantanal

24 out 2018 às 17:19 hs
Argentinos protestam contra orçamento austero para 2019

Por G1


Argentinos protestam em frente ao Congresso — Foto: Martin Acosta/Reuters
Argentinos protestam em frente ao Congresso — Foto: Martin Acosta/Reuters

Manifestantes e polícia entraram em confronto nesta segunda-feira (24) em frente ao Congresso da Argentina, em Buenos Aires, onde deputados debatem a proposta de lei orçamentária para o próximo ano, que pretende implementar medidas de austeridade para o país, imerso em uma séria crise econômica.

Segundo a imprensa local, manifestantes reunidos em frente ao parlamento teriam atirado pedras contra a polícia, que reagiu com balas de borracha e gás lacrimogêneo.

O orçamento em discussão no Congresso propõe zerar o déficit orçamentário do país no próximo ano, através de fortes ajustes de gastos em diversas áreas do governo – em 2017, as contas públicas da Argentina registraram um déficit de 3,9% do PIB.

Também prevê a redução da inflação estimada em 42% neste ano para 23% no próximo, enquanto aposta em uma retração econômica de -2% neste ano e de -0,5% em 2019. O orçamento foi elaborado com base em uma taxa de câmbio média de 40,10 pesos por dólar, segundo a imprensa local.

Protesto é contra o orçamento austero para 2019 — Foto: Martin Acosta/Reuters
Protesto é contra o orçamento austero para 2019 — Foto: Martin Acosta/Reuters

A Argentina está imersa em uma crise cambial que veio à tona em abril e que não conseguiu apaziguar, apesar de ter concordado em junho um apoio financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI) de US$ 50 bilhões em três anos. No mês passado, foi acordado uma ampliação desse acordo de resgate, para US$ 57,1 bilhões até o final de 2021.

Aprovar o orçamento é uma prioridade para o governo, que está às vésperas de assinar esse segundo acordo. Para receber a ajuda, o governo argentino se comprometeu a alcançar o equilíbrio orçamentário em 2019, um ano antes do previsto anteriormente. Para 2020, o país deverá chegar a um superávit primário de 1% do Produto Interno Bruto (PIB).

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