Argentina oferece estatuto de arrependido a “El Ruso” e Maidana

Correio do Pantanal

27 fev 2018 às 05:23 hs
Argentina oferece estatuto de arrependido a “El Ruso” e Maidana

Magistrados perguntaram a “El Ruso” e a Maidana onde está corpo de jovem sequestrado

As autoridades argentinas ofereceram a Rodolfo “El Ruso” Lohrman e a Horacio Maidana o estatuto de arrependido previsto no sistema judicial daquele país pedindo que digam onde está o corpo de Christian Schaerer, desaparecido depois de ter sido sequestrado em 2003. Em troca dessa informação, o juiz federal Carlos Vicente Soto Dávila e o promotor federal Flavio Ferrini, que constituíram os dois reclusos arguidos no processo de desaparecimento de Christian, colocaram a possibilidade a existir uma redução na duração de uma eventual pena a que sejam condenados na Argentina. Na altura do sequestro, os pais do jovem (21 anos), pagaram 225 mil euros pelo resgate do filho, mas este nunca regressou para junto da família.

Após vários anos a fugir às autoridades policiais argentinas, a dupla está agora na prisão de alta segurança de Monsanto (Lisboa) depois de uma investigação da Polícia Judiciária a um grupo que era suspeito de assaltar bancos na zona de Lisboa. Foram detidos em Aveiro quando, alegadamente, preparavam um assalto a carrinhas de transporte de valores na cidade em conjunto com mais três elementos.

Na altura os inspetores não se terão apercebido de quem estavam a deter pois tanto Lohrman como Maidana utilizavam identidades falsas: José Martinez e Jairo Casanova, respetivamente. Só mais tarde confirmaram que era a dupla procurada desde 2003 e sobre a qual pendem pedidos de extradição por parte da Argentina, em ambos os casos, e também da Bulgária em relação a Rodolfo Lohrman.

Este grupo, que está acusado, por exemplo, de furto qualificado, roubo qualificado, associação criminosa e branqueamento de capitais, está a aguardar julgamento que tem a primeira sessão marcada para 12 de março.

Elogiou da colaboração

A deslocação dos dois magistrados a Lisboa aconteceu no âmbito da colaboração judiciária entre Portugal e Argentina, uma interação que o juiz federal Carlos Vicente Soto Dávila elogiou recentemente num programa de rádio onde explicou que vinha encontrar-se com os detidos. O que aconteceu durante a tarde de ontem.

De acordo com fontes contactadas pelo DN, que pediram para não ser identificadas, este encontro levou ao reforço da segurança na prisão de alta segurança de Monsanto pois envolveu a presença de um juiz, dois procuradores, tradutores, funcionários do Ministério Público, os advogados dos detidos e os magistrados sul-americanos, que estão em Lisboa até amanhã.

Nessas reuniões, além da constituição de arguidos terá sido proposto um acordo para Rodolfo Lohrman e Horacio Maidana dizerem onde foi colocado o corpo do jovem, em troca de uma redução de pena. O que, caso queiram, podem fazer em qualquer momento.

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