Apoiante de armas norte-americano destrói fuzil em direto

Correio do Pantanal

21 fev 2018 às 08:04 hs
Apoiante de armas norte-americano destrói fuzil em direto

O nova-iorquino decidiu serrar a sua arma para que esta nunca seja utilizada para um massacre como o que aconteceu na Florida. O vídeo foi visto por mais de 20 milhões de pessoas

Scott-Dani Pappalardo, um morador de Nova Iorque, publicou nas redes sociais um vídeo em que aparece a destruir o seu fuzil AR-15 depois do massacre na escola na Florida, no qual morreram 17 pessoas. O filme já foi visto por mais de 20 milhões de pessoas e pretende iniciar um movimento: o #oneless (#umamenos), para que tragédias como o do passado dia 14 de fevereiro não se repitam.

O norte-americano revela no vídeo, publicado na sua página de Facebook, que sempre foi um forte apoiante da segunda emenda da Constituição dos Estados Unidos, que confere à população o direito de possuir armas – Pappalardo tem uma tatuagem no braço com o texto da emenda -, mas que não consegue ficar indiferente aos vários massacres que têm acontecido em escolas por todo o país.

Revelando que não é caçador, mas que gosta de praticar tiro ao alvo, o norte-americano decidiu destruir o seu fuzil, que estava na sua posse há 30 anos, para que, pelo menos aquela arma, nunca vinha a cair nas mãos erradas e seja usada para matar inocentes.

A arma é a mesma que Nikolas Cruz, o ex-aluno da Marjory Stoneman Douglas, usou para matar 17 pessoas, entre alunos e professores, e ferir outras 14.

“Decidi hoje que vou garantir que esta arma nunca seja capaz de tirar uma vida, que o seu cano nunca seja apontado a alguém. Pensei bem, o meu direito de ter esta arma é mais importante que a vida de alguém? Uma arma como esta pode causar tanta morte e destruição. Olhe para as imagens daquelas vítimas. Este direito é mais importante? Eu acho que não. Então, vou garantir que isso nunca aconteça pelo uso da minha arma”, afirma mo americano no vídeo.

“As pessoas dizem que há tantas armas como esta por aí. Bem, agora, há uma a menos. Sei que muitas pessoas me vão chamar estúpido por fazer isto. Mas esta foi uma escolha pessoal. Eu não posso viver a saber que a minha arma está por aí disponível e que pode um dia ser usada num ato horrendo como o do outro dia na Florida”, afirmou Pappalardo.

Além do mais recente massacre, Pappalardo recordou outras tragédias, como a da escola primária Sandy Hook, em Connecticut, onde 20 crianças e oito adultos morreram, em dezembro de 2012, e o tiroteio em Las Vegas, em outubro, em que Stephen Paddock matou 59 pessoas.

Após apresentar as suas razões à frente da câmara, o norte-americano disse ter esperança que venha a existir um maior controlo sobre a venda de armas.

Acusado de passividade diante das vagas de tiroteios, Donald Trump tentou esta terça-feira recuperar uma proposta muito tímida sobre o controle de armas, assinando um memorando que exorta o procurador-geral a propor uma regra que proíba a venda de peças que convertem uma arma semiautomática numa automática tornando-a mais letal, como uma metralhadora.

Esta é a primeira vez que a Trump defende ativamente restrições à compra e venda de armas.

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