Aparelho permite ler pensamentos e passá-los a palavras

Correio do Pantanal

7 abr 2018 às 07:13 hs
Aparelho permite ler pensamentos e passá-los a palavras

Arnav Kapur no vídeo de apresentação do aparelho

  |  FOTO YOUTUBE

Chama-se AlterEgo e permite que tudo o que se pense seja transcrito. A ideia foi desenvolvida no MIT e o objetivo é tornar menos constrangedores os contactos com interfaces como a Siri, da Apple

Parece ficção científica, mas não é. Investigadores do MIT – Instituto de Tecnologia de Massachusetts criaram um fone que lê a mente humana, permitindo que eles deem indicações sem falar em voz alta.

O AlterEgo, assim se chama o mecanismo, transcreve aquilo que os utilizadores pensam sem verbalizar, através de um sistema de elétrodos conectados à pele que passa tudo para um computador.

“A nossa ideia era ter uma plataforma de computação interna, que junte humanos a máquinas e que proporcione uma extensão da nossa própria cognição”, explicou ao site da faculdade Arnav Kapur, o jovem que liderou o desenvolvimento do sistema no Media Lab do MIT.

Kapur descreve o aparelho como um “dispositivo de aumento de inteligência” ou de Inteligência Artificial e segundo o britânico The Guardian, foi apresentado na Association for Computing Machinery em Tóquio.

Como funciona

É preso por cima da orelha e usado ao redor da mandíbula e do queixo. Quatro elétrodos sob o dispositivo de plástico entram em contato com a pele e captam os sinais neuromusculares que são acionados quando uma pessoa pensa.

Ou seja, quando alguém fala consigo próprio, a inteligência artificial no dispositivo descodifica sinais e palavras específicas, verbalizando-as num computador.

O dispositivo AlterEgo já foi testado. O resultado é surpreendente. Num teste realizado durante 15 minutos, com 10 pessoas, o aparelho conseguiu uma média de 92 por cento de precisão na transcrição do que cada um pensava.

Mas qual é o objetivo deste projeto? Tornar a comunicação com interfaces como o Assistente do Google, o Alexa da Amazon ou o Siri da Apple, menos constrangedores e mais íntimos na sua relação com os donos, permitindo que estes se comuniquem com eles de maneira silenciosa para o mundo exterior.

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