Amai-vos como eu vos amei
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Correio do Pantanal

16 maio 2019 às 21:12 hs
Amai-vos como eu vos amei

PALAVRA João 13,31-33a.34-35

31Depois que Judas saiu, do cenáculo disse Jesus: ‘Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. 32Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo. 33aFilhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. 34Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. 35Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.’

MENSAGEM

Na Liturgia desses domingos de Páscoa, podemos perceber a preocupação de Cristo em formar a sua Igreja, que continuará a obra de salvação iniciada por ele: As aparições no Cenáculo e na pesca milagrosa… A imagem do Rebanho, do qual Cristo é o Bom Pastor…

Agora fala do espírito que deve animar a nova Comunidade: O AMOR MÚTUO.

A 1a Leitura mostra o final da 1a viagem missionária de Paulo e Barnabé, na qual fundaram e organizaram novas comunidades cristãs. (At 14,21b-27) Nela podemos notar três elementos: O Anúncio da Palavra até os confins da terra: anunciar o seu amor e o seu desejo de salvação para toda a humanidade. Os Conflitos são superados: Os sofrimentos são indispensáveis para entrar no Reino, mas confirmam a autenticidade da mensagem e possibilitam sentir a presença de Deus na caminhada da comunidade. A Organização das Comunidades: Paulo cria uma Instituição de Dirigentes (“Presbíteros”), que aparecem aqui pela primeira vez fora da Igreja de Jerusalém. É um ministério para administrar, vigiar e defender a comunidade. Designa presbíteros para cada comunidade. A escolha é precedida de oração e jejum. O Salmo é um canto de louvor a Deus, pois é “bom e compassivo com todas as criaturas”. (Sl 145) A 2ª Leitura mostra o rosto final dessa Comunidade de chamados a viver no amor. (Ap 21.1-5a) O autor sonha com um novo céu e uma nova terra. Deus veio morar conosco. Cabe à Comunidade cristã transformar a Babilônia em que vivemos em nova Jerusalém. A Comunidade cristã deve ser um anúncio dessa comunidade escatológica, dessa “noiva” bela, que caminha com amor ao encontro do Amado (Deus). No Evangelho, Jesus, ao se despedir dos discípulos, deixa em testamento à comunidade o “MANDAMENTO NOVO: “Amai-vos uns aos outros, COMO eu vos amei”. (Jo 13,31-33a.34-35) É uma síntese da vida de Jesus e um Estatuto da Comunidade cristã para concretizar o projeto de Deus. O AMOR MÚTUO: É SINAL da presença de Jesus na comunidade cristã. Jesus continua sua presença e sua ação no amor mútuo dos discípulos. É o DISTINTIVO do verdadeiro cristão: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns para com os outros”. É um MANDAMENTO NOVO: MANDAMENTO: não é apenas um conselho… convite… NOVO: Onde está a novidade? “Amar o próximo como a si mesmo” já existia no Antigo Testamento (Lev 19,18). A novidade está na medida desse amor: “Como EU vos tenho amado…” O amor de que Jesus fala é o amor que acolhe, que se faz serviço, que respeita a dignidade e a liberdade do outro, que não discrimina nem marginaliza, que se faz dom total (até à morte) para que o outro tenha mais vida. É este o amor que vivemos e que partilhamos? Neste ponto, a comunidade cristã se apresenta hoje como um alternativa à visão de sociedade, que continua baseada na competição, no poder do dinheiro, mesmo à custa das lágrimas dos pobres, das angústias e do sangue dos humildes. Ela deve testemunhar com gestos concretos o amor de Deus; deve demonstrar que a utopia é possível e que os homens podem ser irmãos. É esse o nosso testemunho de comunidade cristã ou religiosa? O Distintivo da Nova Comunidade: Os discípulos de Jesus não são os depositários de uma doutrina, ou de uma ideologia, ou os observadores de leis, ou os fiéis cumpridores de ritos: Mas são aqueles que, pelo amor mútuo, vão ser um sinal vivo do Deus que ama. A proposta cristã resume-se no amor. O amor é o distintivo, que nos identifica; quem não vive o amor, não integra a comunidade de Jesus.  O amor mútuo é a síntese de toda a Lei da Nova Aliança,

é o estatuto que fundamenta a Comunidade cristã. A nossa religião é a religião do amor, ou é a religião das leis, das exigências, dos ritos externos? Em nossos gestos, as pessoas descobrem a presença do Amor de Deus no Mundo? Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa

 

 

 

NOTÍCIAS DIOCESANAS

17 a 19: Encontro Vocacional Diocesano (Emaús).

18 – Conselho Diocesano de Pastoral (Cúria).

19 – Crismas de Adultos (São Gabriel).

20 – Novena de N.S. Auxiliadora em Rio Verde.

22 – Celebração Vocacional no Paraíso das Águas.

23 a 26: Visita pastoral (com Crismas) na Costa Rica.

25 de maio – 18º Encontro Diocesano de “Fé e Política” (Pedro Gomes).

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