Alckmin critica Bolsonaro e diz que não será ‘pau mandado de banqueiro’

Correio do Pantanal

25 set 2018 às 10:32 hs
Alckmin critica Bolsonaro e diz que não será ‘pau mandado de banqueiro’

Por Carlos Brito e Ernane Fiuza, G1 e EPTV Sul de Minas — Rio de Janeiro e Guaxupé

Candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, faz campanha no Rio e em São Paulo
Candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, faz campanha no Rio e em São Paulo

O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, fez críticas nesta segunda-feira (24) ao adversário Jair Bolsonaro e às propostas de Paulo Guedes, economista que coorderna o programa econômico do candidato do PSL.

Alckmin cumpriu agenda de campanha no Rio de Janeiro. Ao falar com a imprensa, o tucano criticou as propostas de Paulo Guedes que disse, em encontro com investidores, que estava em seus planos propor a criação de um tributo nos moldes da CPMF em substituição a outros impostos e unificar a alíquota do Imposto de Renda da Pessoa Física em 20%.

Segundo o candidato do PSDB, tais propostas são o “primeiro tiro” de Bolsonaro contra o contribuinte. Alckmin disse que, se for eleito, fará um governo voltado à classe média e aos mais pobres e que não será “pau mandado de banqueiro”, em referência às propostas liberais de Paulo Guedes.

“O primeiro tiro que ele [Bolsonaro] deu foi no bolso do contribuinte, querendo aumentar imposto, diminuir imposto de renda para rico, onerando a classe média, porque não se poderia mais descontar com educação e saúde, e criando mais um imposto que é a CPMF. Eu não vou ser pau mandado de banqueiro. Vou fazer um governo voltado à classe média e aos mais pobres, voltado a recuperar a economia brasileira e fazer um país mais justo”, disse Alckmin.

O tucano aproveitou a entrevista para dizer que há gente “bem intencionada” declarando voto em Bolsonaro porque tem “medo” que o PT volte ao poder. Alckmin, porém, disse que o candidato do PSL “não tem a menor condição” de vencer Fernando Haddad em um eventual segundo turno.

“Tem gente bem intencionada votando no Bolsonaro com medo do PT. Só que o Bolsonaro não dá conta do PT. Se ele for para o segundo turno, não dá conta do PT, evidente. Não tem a menor condição. E depois, se for eleito, não dá conta do Brasil. Não é uma situação fácil. E não é o caminho o caminho da bala, o caminho do ódio”, disse.

Alckmin participou de comício na cidade de Guaxupé (MG), no sul de Minas — Foto: Ernane Fiuza/EPTV
Alckmin participou de comício na cidade de Guaxupé (MG), no sul de Minas — Foto: Ernane Fiuza/EPTV

Tributação de dividendos

À noite, Alckmin fez campanha na cidade de Guaxupé, no sul de Minas Gerais. O tucano defendeu tributação de dividendos – parcela do lucro recebido por acionistas que investem em determinada empresa – e ampliação de acordos comerciais como forma de gerar empregos no país.

“O Brasil conquistando mais mercado, fazendo mais acordo comercial, tributando menos o setor produtivo e tributando dividendos, esse é o caminho para a gente ter emprego, emprego na veia”, disse.

O tucano também disse que se eleito vai fazer uma reforma política para reduzir o número de partidos. “Não é possível ter um sistema com 35 partidos políticos. Nós não temos 35 ideologias. São pequenas e médias empresas, mantidas com dinheiro público. Uma vergonha”, disse.

O presidenciável do PSDB disse ainda que vai dar suporte ao agronegócio e melhorará a gestão de recursos da saúde.

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