Ação contra Minerworld pede bloqueio de R$ 300 milhões e aponta carros luxuosos

Correio do Pantanal

19 abr 2018 às 08:27 hs
Ação contra Minerworld pede bloqueio de R$ 300 milhões e aponta carros luxuosos

Ação pede bloqueio de R$ 300 milhões das empresas

A Ação Civil Pública que tem como alvo a empresa Minerworld determinou o bloqueio de R$ 300 milhões das empresas relacionadas à suposta mineradora de bitcoins. Além das empresas Minerworld Sociedad Anonima, Bit Ofertas informática Ltda e Bitpago Soluções de Pagamento Ltda, tiveram bens bloqueados os empresários Cícero Saad Cruz e Jonhnes de Carvalho Nunes, além de Edenil Neiva das Gracas, Jeová dasGraças Silva, Patrícia da Silva Beraldo, Thayane Mayara Almeida Correia e Zully Daniela Acosta Ortiz.

A ação, que corre na 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, comandada pelo juiz David de Oliveira Gomes Filho, expediu mandados de busca e apreensão que deram início à operação Lucro Fácil, deflagrada na manhã da terça-feira (17) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), ligado ao MPE (Ministério Público Estadual).As decisões interlocutórias também determinam o impedimento de ingresso de novos afiliados, sob multa de R$ 50 mil por pessoa em caso de desrespeito. De acordo com a ação, ao menos 50 mil pessoas teriam sido lesadas pelo esquema de pirâmide financeira.

O que também chama atenção é que o processo afirma estar em poder de Cícero Saad e Jonhnes de Carvalho Nunes dois veículos luxuosos. Saad dirigiria frequentemente um Porshe Cayenne V6 de cor preta e um Toyota Corolla de cor bege, ambos no nome de Mirna Saad, mãe do empresário. No caso de Johnnes, em cuja lista de veículos consta apenas um Fiat Punto, também haveria dois outros carros: uma BMW 320i de cor branca e um Corsa Classic de cor prata, que estariam em nome de Alvira de Carvalho Nunes, mãe do investigado.

Calotes de outubro chamaram atenção

O titular da 43ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, Luiz Eduardo Lemos de Almeida, que atua na defesa do consumidor, declarou que as investigações do MPE (Ministério Público Estadual) contra a empresa Minerworld ganharam força após as denúncias de calote iniciado em outubro de 2017, quando a empresa interrompeu os repasses de rendimentos supostamente decorrentes da mineração de bitcoins, atividade que a empresa afirmava executar.

“Havia um anúncio de mineração que não ocorria de fato. O que ocorria era a pirâmide financeira. O ramo de mineração de bitcoins é algo muito novo, atrativo e serviu mais como chamariz do que serviço prestado”, aponta o promotor, que também destacou que o desmoronamento da empresa foi fundamental para caracterizar operação em pirâmide financeira. “Já há caracterização de pirâmide financeira e a saúde financeira debilitada das empresas é notória, não havendo dúvidas da lesão aos consumidores”, destaca o promotor.

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