A Lei de Deus

Correio do Pantanal

30 ago 2018 às 21:25 hs
A Lei de Deus

PALAVRA – Evangelho (Mc 7,1-8.14-15.21-23) – Naquele tempo, 1os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. 2Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. 3Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. 4Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. 5Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?” 6Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. 8Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”. 14Em seguida, Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: “Escutai, todos, e compreendei: 15o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior. 21Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, 22adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. 23Todas estas coisas más saem de dentro, e são elas que tornam impuro o homem”.

MENSAGEM – A Liturgia nos convida a refletir sobre o sentido da “LEI”. Deus quer a realização e a vida plena para o homem e, nesse sentido, propõe a sua “Lei” e o modo como ela deve ser observada.

O discurso de Moisés é um convite à observância dos Mandamentos de Deus. A “Lei” de Deus representa uma Sabedoria desconhecida pelos outros povos, um meio de viver a Aliança com Deus, e assim chegar à Terra Prometida… A Observância da Lei será uma Resposta de gratidão a esse Deus libertador, que muitas vezes no passado agiu para salvar o seu Povo. A “Lei” de Deus é um Caminho seguro para a felicidade e a vida plena. Os Mandamentos são sinal da proximidade de Deus com seu povo e da fidelidade de Israel com o seu Deus. Na 2a leitura: SÃO TIAGO lembra: “Sede CUMPRIDORES da Palavra, e não apenas ouvintes” (Tg 1,17-18.21-22.27) A Palavra de Deus devemos acolher e colocar em prática… A Verdadeira Religião não consiste apenas no cumprimento de ritos e na fidelidade a certas práticas de piedade, mas na dedicação em favor dos necessitados (“órfãos e viúvas”), no compromisso por um mundo mais fraterno e cristão. No Evangelho, CRISTO fala do sentido da LEI. (Mc 7,1-8.14-15.21-23) Retomamos o Evangelho de Marcos… Os fariseus, que tramavam contra a vida de Cristo, eram profundamente exigentes na observância externa das leis e se escandalizaram porque os apóstolos não faziam antes de comer os ritos de “purificação”, prescritos por “preceitos humanos”… Cristo denuncia esse espírito mesquinho: “Hipócritas… Abandonais o Mandamento de Deus, apegando-vos à tradição dos homens” Na VERDADEIRA RELIGIÃO, não basta apenas a observância externa da Lei e das “tradições humanas”. Deus não olha apenas as práticas exteriores e formais. Ele olha o interior das pessoas, ele aprecia a pureza do coração. O texto reflete também a situação vivida pela Comunidade de Marcos, com relação às leis e tradições judaicas, que deviam ser abandonadas diante da novidade do cristianismo. A fidelidade à tradição não deve impedir a justa renovação. A LEI: um CAMINHO, não um fim. A “Lei” tem o seu lugar numa experiência religiosa, enquanto sinal indicador de um caminho a percorrer, é um meio para chegar mais além no compromisso com Deus e com os irmãos. A verdadeira religião não se resume no cumprimento formal das “leis”, mas num processo de conversão que leve o homem à comunhão com Deus e a viver numa real partilha de amor com os irmãos. Nesse processo, as “leis” são apenas um caminho, não um fim absoluto… Ainda hoje pode haver uma maneira farisaica de agir, resistindo a todos os anseios sérios de renovação. Uma exagerada fidelidade à tradição pode abafar a fidelidade ao Espírito, que é dinâmica, não passiva, missionária e não fechada em si mesma. A Lei o que é para nós? Um TABU… um estraga prazeres, que toleramos com dificuldade… Ou um CAMINHO, no qual percorremos com alegria, porque sabemos para onde nos conduz com segurança? Nos contentamos apenas com a PRÁTICA EXTERNA, uma religião de tradição, talvez para salvar as aparências? Ou procuramos ter sempre um coração puro e disponível à voz de Deus e à voz de nossa consciência? Temos um coração aberto às renovações justas, sabendo distinguir a Lei de Deus e as Tradições, o Perene e o Transitório? Cristo veio para nos libertar de uma religião exterior, e nos levar a uma religião interior… “em espírito e verdade…” E Nós? Praticamos uma Religião como a dos fariseus, perfeita nas expressões externas, mas vazia por dentro? ou a verdadeira religião proposta por Jesus, onde os ritos têm o seu lugar, mas como expressão dum verdadeiro compromisso com o Reino de Deus? Aos fariseus de hoje, Cristo continua denunciando: “Este povo me honra com os lábios, mas o coração deles está longe de mim!” Com o Tema: “Para que n’Ele nossos povos tenham vida – Livro da Sabedoria” e Lema “A sabedoria é um espírito amigo do ser humano” (Sb 1,6), recebemos um belo convite da Igreja no Brasil em setembro, mês da BÍBLIA: olhar com mais carinho para a Bíblia, fonte de nossa fé. Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa – 02.09.2018

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