A história de Noé é diferente, revelam os Manuscritos do Mar Morto

Correio do Pantanal

28 mar 2018 às 09:13 hs
A história de Noé é diferente, revelam os Manuscritos do Mar Morto

 

RONEN ZVULUN/REUTERS

Uma parte do Génesis Apócrifo está em exibição no Museu de Israel

Os Manuscritos ou Rolos do Mar Morto, que estão guardados no Museu de Israel, estão em exibição pela primeira vez ao público. Durante três meses é possível ver de muito perto um fragmento do Génesis Apócrifo. Os manuscritos são considerados a versão mais antiga do texto bíblico.

“É uma parte de uma cópia do Génesis Apócrifo, o único testemunho físico deste documento no mundo inteiro”, disse Adolfo Roitman, comissário da exposição”, ao El Mundo.

O pedaço de manuscrito pode ser visto através de uma pioneira inovação tecnológica israelita que consiste num vidro inteligente desenhado para proteger o documento e evitar a sua degradação. São também medidos os níveis de humidade e a temperatura dentro da caixa.

De trinta em trinta segundos as luzes que iluminam o documento acendem-se, o que permite que o visitante consiga observar o pedaço de manuscrito, mas também evita que este sofra danos. Só assim é possível que o público tenha acesso a este “tesouro” único.

Para o comissário da exposição, os Rolos do Mar Morto são “uma janela para o mundo antigo”.

O conteúdo da parte do manuscrito que está exposto diz respeito à coluna 10 do Apócrifo e que versa sobre o que aconteceu a Noé depois do dilúvio. “Na versão bíblica do pentateuco, o Deus de Israel, Javé, ordena a Noé que deixe a arca com a sua família. Uma vez no exterior, o patriarca faz um sacrifício de gratidão, mas no fragmento do apócrifo de Génesis o que nos é dito é que o sacrifício não foi feito fora da arca, mas sim no seu interior “, revela Roitman.

“O objetivo é expor o manuscrito original, mas tendo sempre em mente que o nosso dever é preservá-lo para as gerações futuras “, disse ainda o comissário.

Os oito rolos que fazem parte dos Manuscritos do Mar Morto foram descobertos em 1947, por pastores de cabras, nas cavernas de Qumran, no Mar Morto e datam de um período entre o terceiro século antes de Cristo e o primeiro século A.D.. A maior parte está escrita em hebraico, mas 15% estão em aramaico e a alguns em grego. Cerca de 230 contêm textos que fazem parte da Bíblia.

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