Justiça de MS nega liberdade a 3º suspeito de chefiar grupo que aplicava golpes milionários

Correio do Pantanal

23 fev 2018 às 09:33 hs
Justiça de MS nega liberdade a 3º suspeito de chefiar grupo que aplicava golpes milionários

Sidinei dos Anjos Peró foi preso na Operação Ouro de Ofir com os também apontados como chefes Celso Eder de Araújo e Anderson de Araújo.


Por Juliene Katayama, G1 MS

Um dos presos na Operação Ouro de Ofir, em Campo Grande (MS), em novembro de 2017 (Foto: Alexandre Cabral/ TV Morena/Arquivo)

Um dos presos na Operação Ouro de Ofir, em Campo Grande (MS), em novembro de 2017 (Foto: Alexandre Cabral/ TV Morena/Arquivo)

Os desembargadores da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) negaram nesta quinta-feira (22) o pedido de liberdade provisória a Sidinei dos Anjos Peró, preso na Operação Ouro de Ofir, em novembro de 2017. Ele é apontado como um dos chefes do grupo que aplicou golpes milionários em pelo menos 25 mil pessoas no país.

Segundo a Polícia Federal, Sidinei chefiava o grupo com Celso Eder de Araújo e o tio dele, Anderson Araújo. Os parentes haviam sido soltos na segunda-feira (19) depois de uma decisão durante o plantão judiciário, da desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges.

Mas o relator do processo, desembargador Luiz Cláudio Bonassini Júnior, revogou a decisão na mesma noite em que Celso e Anderson deixaram a prisão. Tânia ainda havia determinado o sigilo do caso.

Dinheiro apreendido em um dos endereços da Operação Ouro de Ofir (Foto: PF/Divulgação)Dinheiro apreendido em um dos endereços da Operação Ouro de Ofir (Foto: PF/Divulgação)

Dinheiro apreendido em um dos endereços da Operação Ouro de Ofir (Foto: PF/Divulgação)

A soltura dos dois chegou a ser comemorada por várias vítimas, que acreditavam que iriam receber então o dinheiro prometido pelo grupo. A Polícia Federal criou um formulário on-line para identificar as vítimas e poder ajudá-las. De acordo com a assessoria de imprensa, a procura foi pequena por ainda não acreditarem que tudo foi um ‘grande golpe’.

A equipe tinha quatro divisões: os líderes, chamados de paymasters; os escriturários, que ficavam encarregados de recrutar os corretores, e estes, que procuravam as vítimas, em redes sociais, grupos de WhatsApp e até em igrejas.

Operação

O delegado regional de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, Cléo Mazzotti, um dos golpes aplicados era prometer a investidores um retorno milionário depois da repatriação de corretagem da venda de ouro de uma fictícia mina de ouro na Bahia.

O outro golpe também prometia quantias milionárias com a liberação de uma antiga Letra do Tesouro Nacional (LTN), mas mediante pagamento antecipado. Os investidores eram induzidos a depositar quantias para ter uma lucratividade de mais de 1.000%.

Na ação deflagrada no dia 21 de novembro, foram apreendidos cerca de R$ 1 milhão em dinheiro, carros de luxo, 200 quilos de pedras preciosas e armas de fogo.

Relógios apreendidos na Operação Ouro de Ofir (Foto: PF/Divulgação/Arquivo)Relógios apreendidos na Operação Ouro de Ofir (Foto: PF/Divulgação/Arquivo)

Relógios apreendidos na Operação Ouro de Ofir (Foto: PF/Divulgação/Arquivo)

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