Dólar fecha em alta e vai a R$ 3,97, com aversão ao risco no exterior por disputa EUA-China
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Correio do Pantanal

7 ago 2019 às 16:39 hs
Dólar fecha em alta e vai a R$ 3,97, com aversão ao risco no exterior por disputa EUA-China

Nesta quarta-feira, a moeda norte-americana subiu 0,50%, a R$ 3,9746. Na máxima do dia, chegou a R$ 3,9926.

Por G1

Dólar — Foto: Reprodução/TV Globo

Dólar — Foto: Reprodução/TV Globo

O dólar subiu nesta quarta-feira (7) e chegou a superar o nível de R$ 3,99 ao longo do pregão, diante do renovado sentimento de aversão ao risco no exterior por temores ligados à disputa comercial entre Estados Unidos e China.

A moeda norte-americana subiu 0,50%, vendida a R$ 3,9746. Veja mais cotações. Na máxima da sessão, o dólar foi a R$ 3,9926.

Na parcial do mês, a alta do dólar é de 4,09%. No ano, a valorização é de 2,59% ante o real.Variação do dólar em 2019Diferença entre o dólar turismo e o comercial, considerando valor de fechamentoEm R$Dólar comercialDólar turismo (sem IOF)28/129/117/128/15/213/221/21/313/321/329/38/416/425/046/514/522/530/57/617/626/64/715/723/731/73,63,844,24,4Fonte: ValorPro

Guerra comercial

A cautela voltou a imperar nos mercados globais nesta quarta-feira em face da perspectiva de uma nova escalada nas tensões entre Estados Unidos e China.

“Continuamos totalmente reféns do movimento de fora… O mundo está bastante instável, há bastante aversão ao risco, preocupações com a questão cambial”, disse à Reuters o economista da consultoria Tendências, Silvio Campos Neto.

Na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou temores de uma guerra comercial prolongada, apesar de um alerta do governo chinês de que classificar o país como manipulador cambial terá consequências severas para a ordem financeira global.

O porta-voz da Administração Estatal de Câmbio chinesa disse nesta quarta-feira que a ação dos EUA vai piorar seriamente o ambiente econômico e prejudicar o crescimento global.

Em meio aos persistentes temores sobre a disputa EUA-China, investidores denotam maior importância para eventuais declarações de autoridades do Federal Reserve (BC dos EUA), que vinham citando a guerra comercial como fator de risco à saúde da economia norte-americana.

Na véspera, o presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, disse que o banco central dos EUA pode ficar preso a um ambiente comercial volátil por anos, mas não pode responder “ao vaivém diário” das disputas entre países sobre as regras do jogo.

Cenário local

A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quarta-feira o texto-base da reforma da Previdência em segundo turno e votará nesta quarta os destaques que podem suprimir pontos do texto, visando encerrar a tramitação da matéria na Casa e enviá-la ao Senado.

No entanto, as expectativas positivas com relação à tramitação da Previdência, inclusive no Senado, já estão consolidadas entre participantes do mercado e, portanto, noticiário sobre a reforma não deve beneficiar o câmbio, com atenções todas voltadas para o exterior, segundo a Reuters.

“Por enquanto, com o exterior dessa forma, é difícil (que Previdência dê alívio nos preços), e já era algo esperado. Se o governo conseguir que algum destaque prospere, pode trazer algum impacto, mas muito pontual”, acrescentou Silvio.

O Banco Central vendeu nesta quarta-feira todos os 11 mil contratos de swap cambial ofertados em leilão para rolagem do vencimento outubro. Em cinco operações até agora neste mês, o BC promoveu a rolagem de US$ 2,750 bilhões, de um total de US$ 11,5 bilhões.81 comentários

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