Custo de vida para estrangeiros que trabalham no Brasil fica menor em 3 capitais, diz estudo

Correio do Pantanal

26 jun 2018 às 08:50 hs
Custo de vida para estrangeiros que trabalham no Brasil fica menor em 3 capitais, diz estudo

São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília ficaram mais baratas para expatriados, segundo a Mercer; desvalorização do real é apontada como um dos motivos.

Pelo menos três capitais brasileiras ficaram mais baratas para estrangeiros que trabalham no país, mostrou um ranking feito pela Mercer e antecipado ao G1 nesta terça-feira (26). Este ano, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília perderam posições na lista das cidades mais caras para expatriados.

A capital paulista que ocupava a 26ª posição no ranking do ano passado, caiu para a 58ª colocação neste ano. Mesmo com o recuo, São Paulo continua sendo a cidade mais cara da América Latina para expatriados, seguida por Santiago, na 69ª posição.

Já a capital fluminense caiu 43 colocações, passando para 99ª, enquanto Brasília retrocedeu 26 posições em relação ao ano passado (veja abaixo):

A líder de mobilidade e porta-voz do estudo no Brasil, Indre Medeiros, declarou no estudo que essa variação reflete o que aconteceu nas cidades que estão no topo do ranking, além da depreciação do real frente às moedas estrangeiras. “A boa notícia é que elas se tornaram mais baratas para expatriados e podem se tornar mais atrativas para as empresas”, diz.

Na América do Sul, a maioria das cidades ficou menos cara para os expatriados, mesmo com os aumentos de bens e serviços em países como o Brasil, Argentina e Uruguai. Lima caiu 28 posições, na 132ª posição, e Bogotá, 15 posições, em 168º. Tegucigalpa é a cidade menos cara na América do Sul, na 201ª posição.

Caracas, na Venezuela, foi excluída do ranking em decorrência da complexidade da situação da moeda local; sua classificação apresentaria grandes variações, dependendo da taxa de câmbio oficial escolhida.

Cidades mais caras do mundo

Segundo o estudo, quatro das cinco cidades mais caras do mundo para expatriados passaram a ser asiáticas. No topo da lista, Hong Kong ultrapassou Luanda e assumiu o posto de cidade menos barata para este público.

Tóquio e Zurique aparecem na segunda e na terceira posições, respectivamente, com Singapura em quarto lugar, uma posição acima em relação a 2017, e Seul, na Coreia do Sul, na quinta colocação.

De acordo com a pesquisa, estas mudanças no topo da lista se devem, em grande parte, a flutuações do câmbio como a queda do dólar norte-americano frente a outras moedas do mundo.

o que mais influencia o custo dos negócios é a instabilidade dos mercados imobiliários, a baixa inflação e a flutuação de preços de bens e serviços.

O estudo inclui mais de 375 cidades de todo o mundo e o ranking de 2018 tem 209 cidades, considerando o custo comparado de mais de 200 itens, incluindo habitação, transporte, alimentação, vestuário e lazer.

Veja abaixo as cidades mais caras para expatriados em 2018:

  • 1º: Hong Kong
  • 2º: Tóquio
  • 3º: Zurique
  • 4º: Singapura
  • 5º: Seul
  • 6º: Luanda
  • 7º: Xangai
  • 8º: N’Djamena
  • 9º: Beijing
  • 10º: Berna
  • 58º: São Paulo
  • 99º: Rio de Janeiro
  • 158º: Brasília

Veja abaixo as cidades mais baratas para expatriados em 2018:

  • 1º: La Paz
  • 2º: Manágua
  • 3º: Tegucigalpa
  • 4º: Minsk
  • 5º: Tbilisi
  • 6º: Blantyre
  • 7º: Carachi
  • 8º: Banjul
  • 9º: Bisqueque
  • 10º: Tunes
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