Menino de 9 anos abandona universidade antes de terminar curso de engenharia

Correio do Pantanal

11 dez 2019 às 08:43 hs
Menino de 9 anos abandona universidade antes de terminar curso de engenharia

Laurent Simons tem nove anos e aos oito conseguiu terminou o secundário. Os pais queriam que a criança se formasse antes de completar 10 anos. Mas, um conflito com a Universidade de Eindhoven de Tecnologia, na Holanda, colocou um ponto final nesse desejo.

O menino-prodígio nascido na Bélgica faz 10 anos no dia 26 de dezembro e os progenitores pretendiam que ele se formasse em Engenharia, na Universidade de Eindhoven de Tecnologia (UET) antes dessa data.MENINO PRODÍGIO DE OITO ANOS COMPLETA SECUNDÁRIO E VAI PARA A UNIVERSIDADEVER MAIS

No entanto, e segundo escreve a BBC, os responsáveis da universidade explicaram aos pais que tal desejo seria impossível de concretizar, já que Laurent ainda tem uma série de exames para completar até terminar a licenciatura, que, por norma, tem a duração de três anos.

Ainda assim, a instituição de ensino superior ofereceu a possibilidade de a criança se formar em meados de 2020, uma proposta que não agradou aos pais que a rejeitaram. “Mesmo assim, seria algo fenomenal”, assegurou a universidade, em comunicado citado pela CNN.

“O meu filho tem um talento diferente”

Aos media holandeses, Alexander Simons, pai de Laurent, disse que os responsáveis da universidade o têm criticado por atrair demasiada atenção por parte dos media. “Culpam-nos por atrair demasiada atenção para o nosso filho e que isso lhe vai trazer mais pressão. Ameaçaram, ainda, que se a atenção continuar vão ter que fazer um exame psiquiátrico”, disse, ao jornal holandês, “De Volkskrant”.

“Quando uma criança joga futebol muito bem e tem a atenção dos media, isso é espetacular. O meu filho tem um talento diferente, Como é que não vou ter orgulho nisso?”, questionou o pai.

No Instagram, o menino publicou uma imagem com alegadas datas de exames que poderiam ser realizados em dezembro. Uma hipótese prontamente rejeitada pela universidade, que sublinha o risco de prejudicar o “desenvolvimento académico” da criança, que tem um quociente de inteligência (QI) de 145, alcançado por menos de 1% da população.

Pais atacam universidade

Em declarações à CNN, o pai de Laurent afirmou que a universidade está a tentar travar o avanço do filho porque a família decidiu que o menino iria fazer o doutoramento numa outra instituição, nos Estados Unidos da América. “A forma como estão a gerir o processo não é a mais correta. O Laurent não lhes pertence”, atirou o progenitor.

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Uma afirmação declinada por Ivo Jongsman, porta-voz da instituição holandesa: “Nós nunca tentamos manter os alunos para nós. A nossa motivação nunca será deixar alguém frustrado”. A universidade lamenta, ainda, o facto de os pais terem rejeitado o plano desenvolvido para o menino completar os exames até ao próximo ano.

“Os supervisores gostaram de trabalhar com ele, não só por causa do enorme talento, mas porque se trata de uma criança bondosa e inquisitiva”, explica a universidade, em comunicado, a que a CNN teve acesso.UNIVERSIDADE ANULA DOUTORAMENTO A AUTARCA ACUSADO DE PLÁGIOVER MAIS

Laurent, filho de pais médicos, deu nas vistas desde muito cedo. Com apenas oito anos, completou o ensino secundário, depois de fazer seis anos de escolaridade em apenas ano e meio. Os pais, quando a criança foi notícia por estar prestes a terminar a licenciatura, no passado mês de novembro, explicaram que os especialistas que acompanham o filho garantem que “ele é como uma esponja”, capaz de absorver qualquer tipo de informação.

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