Este é o primeiro diamante “matrioska” do mundo

Correio do Pantanal

9 out 2019 às 20:31 hs
Este é o primeiro diamante “matrioska” do mundo
Foto: alrosa.ru

Dinheiro Vivo

Diamante é oco e na cavidade existe outra pedra preciosa, numa alusão às bonecas típicas do país. Estima-se que pode ter mais de 800 milhões de anos.

A empresa russa Alrosa encontrou o primeiro diamante “matrioska” alguma vez visto. A descoberta foi feita na região de Yakutia. O diamante “matrioska” é oco e na sua cavidade existe outra pedra preciosa, numa alusão às bonecas típicas do país.

De acordo com os especialistas, este é o primeiro diamante desde tipo a ser encontrado na história mundial da mineração de diamantes, assinalou a empresa citada pelo jornal espanhol “Cinco Días”, que acrescenta que a pedra preciosa pode ter mais de 800 milhões de anos.

Apesar da sua estrutura complexa, o diamante pesa apenas 0,62 quilates e tem dimensões máximas de 4,8×4,9×2,8 milímetros. A cavidade interna tem seis milímetros cúbicos. O pequeno diamante no seu interior pesa 0,02 quilates, estimam os especialistas.

Os especialistas da Yakutsk Diamond Trade Enterprise descobriram o diamante durante um processo de classificação e entregaram-no à Alrosa, onde foi estudado com minúcia. Segundo os investigadores, na sua formação havia um diamante interno e o externo foi-se formando posteriormente.

“O mais interessante para nós é descobrir como o espaço de ar se formou entre o diamante interno e o externo. Temos duas hipóteses principais. Segundo a primeira versão, um mineral manto capturou outro diamante durante o seu crescimento e depois foi dissolvido. Na segunda versão, formou-se uma camada de substância porosa de diamante policristalino poroso dentro do diamante devido ao crescimento ultrarrápido, que depois se dissolveu”, disse Oleg Kovalchuk, diretor adjunto de Inovação da Alrosa.

“Até onde sabemos, não existiam tais diamantes na história mundial da mineração de diamantes. Esta é realmente uma criação única da natureza.”

A Alrosa planeia enviar o diamante “matrioska” ao Instituto Gemológico dos Estados Unidos para mais análises, segundo um porta-voz. Ainda não há detalhes sobre o valor da pedra preciosa.

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