Tenente que matou marido em MS não poderá mais exercer nenhuma função na PM, decide conselho
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Correio do Pantanal

7 nov 2019 às 01:20 hs
Tenente que matou marido em MS não poderá mais exercer nenhuma função na PM, decide conselho

O advogado José Roberto Rodrigues da Rosa, disse que a tenente pediu outro tipo de reforma, que lhe daria o direito de exercer algum tipo de função na corporação, mas o pedido foi negado.

Por G1 MS e TV Morena

Itamara Romeiro Nogueira — Foto: TV Morena/Reprodução

Itamara Romeiro Nogueira — Foto: TV Morena/Reprodução

O Conselho da Polícia Militar, formado por três coroneis, decidiu na manhã desta quarta-feira (6) que a tenente-coronel Itamara Romeiro Nogueira, acusada de matar a tiros o marido, o major da PM, Valdeni Lopes Nogueira Romeiro, será reformada administrativamente, não podendo mais exercer nenhum tipo de trabalho na PM. O advogado José Roberto Rodrigues da Rosa, disse que a tenente pediu outro tipo de reforma, que lhe daria o direito de exercer algum tipo de função na corporação, mas o pedido foi negado.

“Essa decisão vai ser redigida e vou ter dez dias para recorrer, mas creio que não farei isso, porque minha cliente não tem interesse em voltar para a atividade policial. Ela irá se dedicar a filha, de 15 anos, que quer estudar música em outro estado”, explicou o advogado.

O crime ocorreu em julho de 2016, na residência do casal no bairro Santo Antônio. Depois que foi baleado pela mulher, o major foi socorrido e encaminhado para a Santa Casa da capital sul-mato-grossense. Segundo a assessoria do hospital, ele deu entrada às 17h10 (de MS) no pronto-socorro com um ferimento no estômago, mas não resistiu,

Vizinhos do casal relataram ao G1 que ouviram dois disparos e saíram para ver o que era. A princípio, pensaram que fosse assalto, mas quando olharam para casa do casal, viram o homem caído perto da porta da frente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado.

Em dezembro de 2016, um inquérito conclui que tenente-coronel matou marido PM em legítima defesa. De acordo com a Polícia Civil, a reconstituição serviu para esclarecer detalhes do que ocorreu no dia do crime. Foram colhidos depoimentos de parentes, amigos, vizinhos, profissionais que trabalhavam na companhia dos envolvidos e técnicos que estiveram no local do crime ou que ajudaram no socorro do major.

A tenente-coronel afirmou que agiu em legítima defesa, que atirou duas vezes no companheiro porque ele teria feito agressões e ameaças de morte.

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