Samuel Little. O assassino em série mais perigoso dos EUA matou 93 mulheres

Correio do Pantanal

8 out 2019 às 22:34 hs
Samuel Little. O assassino em série mais perigoso dos EUA matou 93 mulheres

Autoridades afirmam que Samuel Little, a cumprir pena na Prisão da Califórnia, confessou os homicídios.

© EPA/FBI

DN

Samuel Little, 79 anos, que está numa cadeira de rodas e com uma memória já pouco confiável, terá confessado 93 crimes, segundo anunciou o FBI num comunicado onde afirma que foram verificadas 50 mortes, acreditando que “todas as suas confissões são credíveis”.

Boxer reformado, Little esmurrava as vítimas antes de as estrangular, o que pode significar que nem sempre havia “sinais óbvios” de que a vítima tinha sido brutalmente assassinada, acrescenta a BBC.

Os locais onde Samuel Little atuou© FBI

Uma série de entrevistas de Little gravadas na prisão foram publicadas pelo FBI esta semana (veja AQUI) e nestas, de acordo com o New York Times, o homem considerado o maior assassino em série dos EUA comentava os homicídios. Num dos vídeos, descreve uma vítima de Nova Orleães como bonita, amigável e sorridente.

O FBI publicou 30 desenhos de algumas das vítimas que foram pintados por Samuel Little na prisão. São desenhos na sua maioria de mulheres negras, de acordo com o The Guardian.

© Direitos reservados

Segundo as autoridades norte-americanas, Little terá morto dezenas de mulheres – muitas eram prostitutas ou viciadas em drogas. Na sua maioria eram afro-americanas, sendo que Little ainda se recorda dos nomes ou alcunhas.

Em alguns casos a causa da morte foi atribuída a overdoses, outras a acidentes e algumas a causas indeterminadas. Alguns dos corpos nunca foram encontrados. Aliás, a BBC adianta que ainda estão a ser efetuadas investigações para tentar encontrar os corpos de 43 crimes.

Como Samuel Little alterou a sua aparência ao longo dos anos© FBI

Little foi condenado por dezenas de crimes incluindo roubo armado, abuso sexual e rapto.

“Durante muitos anos, Samuel Little acreditou que não seria apanhado porque pensou que ninguém se importava com as suas vítimas”, afirmou Christie Palazzolo, analista criminal do FBI, acrescentou em declarações ao New York Times: “Apesar de já estar na prisão, o FBI acredita que é importante buscar justiça para cada vítima – fechar cada possível caso.”

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