Reino Unido regista mais 739 mortes e ultrapassa as 27 mil no total

Correio do Pantanal

1 maio 2020 às 14:04 hs
Reino Unido regista mais 739 mortes e ultrapassa as 27 mil no total

Covid-19

Foram também identificados 6.201 novos casos casos de contágio, para 177.454
Foram também identificados 6.201 novos casos casos de contágio, para 177.454Foto: Andrew Milligan / AFP

JN/Agências

Reino Unido regista mais 739 mortes e ultrapassa as 27 mil no total

O Reino Unido registou mais 739 mortes de pessoas infetadas nas últimas 24 horas, aumentando para 27.510 o total de óbitos derivados da pandemia Covid-19, informou esta sexta-feira o ministro da Saúde, Matt Hancock.

Foram também identificados 6.201 novos casos casos de contágio, para 177.454, acrescentou Hancock, que disse que continuam hospitalizadas 15.111, mais do que as 15.043 do dia anterior.

Os dados sobre as mortes foram recolhidos até às 17 horas da véspera, mas o número dos testes inclui aqueles que foram feitos até às 9 horas desta sexta-feira.

Desde quarta-feira que este balanço passou a incluir as mortes fora dos hospitais, como lares de idosos ou em residências particulares.

Para acertar os dados, as autoridades sanitárias adicionaram mais das 3.811 mortes registadas desde 2 de março.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 233 mil mortos e infetou mais de 3,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Cerca de 987 mil doentes foram considerados curados.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (63.019) e mais casos de infeção confirmados (mais de um milhão).

Em Portugal, morreram 1.007 pessoas das 25.351 confirmadas como infetadas, e há 1.647 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

Governo britânico supera meta de 100 mil testes por dia

O ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, reivindicou esta sexta-feira ter superado a “meta audaciosa” de realizar 100 mil testes diários de diagnóstico à Covid-19 que tinha estabelecido atingir até ao final de abril.

O ministro anunciou na conferência de imprensa diária do Governo sobre a crise que foram realizados na quinta-feira, último dia do mês, 122.347 testes, um aumento de 50% relativamente aos 81.611 testes no dia anterior.

“Era uma meta audaciosa, mas precisávamos de uma meta audaciosa”, reivindicou Hancock, que tem estado sobre pressão para atingir este resultado, já que na segunda-feira só tinham sido feitos 37.024 testes.

Entretanto, uma publicação especializada, o Health Service Journal, noticiou hoje que o Governo terá alterado a forma de calcular o número de testes, passando a contar aqueles que foram enviados por via postal, e não apenas os que tiveram resultado confirmado pelos laboratórios.

Questionado pelos jornalistas, o coordenador pelo programa de testes, John Newton, precisou que 40 mil testes estão nesta categoria, mas negou que tenha sido feita uma alteração ao método de contagem.

A meta de 100 mil testes por dia foi estipulada no início de abril por Hancock para responder às críticas crescentes à falta de capacidade para diagnosticar profissionais de saúde e outros trabalhadores essenciais em isolamento para permitir o regresso às funções.

Hancock envolveu laboratórios públicos e privados num “esforço nacional” em paralelo com a criação de três grandes centros de testes do sistema nacional de saúde em Milton Keynes, perto de Londres, Glasgow, na Escócia, e Alderley Park, perto de Manchester.

Para o desenvolvimento destes centros foram recrutados estudantes e investigadores e pedido emprestado equipamento científico a universidades e institutos de investigação.

Estão em funcionamento cerca de 50 centros de colheita de amostras em locais como parques de estacionamento de lojas ou supermercados e até do Estádio Nacional de Wembley, em Londres, em formato ‘drive thru’, isto é, permitindo que os utentes acedam de carro sem sair para ser analisados.

Em paralelo, o exército criou uma série de unidades móveis para recolher amostras em locais mais remotos junto de trabalhadores de lares de idosos, esquadras de polícia ou prisões.

Inicialmente limitados a pacientes dos hospitais com sintomas de Covid-19 e depois a profissionais de saúde, os testes foram alargados nos últimos dias a milhões de pessoas, incluindo de trabalhadores considerados essenciais, nomeadamente funcionários e residentes de lares de idosos, polícias, professores, assistentes sociais ou funcionários do ramo alimentar, e a maiores de 65 anos.

O organismo NHS Providers, que representa hospitais e unidades que pertencem ao sistema de saúde público NHS, criticou na quinta-feira a meta como uma “manobra de diversão” para distrair das falhas da estratégia a longo prazo.

O presidente-chefe, Chris Hopson, alegou que será preciso continuar a aumentar a capacidade, calculando serem necessários cerca de 120 mil testes por dia só para os cerca de 800 mil trabalhadores do NHS quando o Reino Unido sair do confinamento, para evitar um segundo pico de infeções.

O Governo britânico reconhece que a capacidade de testagem vai ser essencial para aliviar as medidas de distanciamento social, para poder pôr em prática um sistema de rastreamento de casos para limitar o contágio.

O processo vai funcionar com um sistema manual com inicialmente 18 mil funcionários em simultâneo com uma aplicação de telemóvel.

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