Brasil passa de 49 mil mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa; são 1.221 em 24 horas

Correio do Pantanal

19 jun 2020 às 19:54 hs
Brasil passa de 49 mil mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa; são 1.221 em 24 horas

São 49.090 óbitos no Brasil; número se aproxima de 50 mil. País teve, pelo 4º dia consecutivo, mais de 1,2 mil mortes registradas no período de 24 horas. É a 1ª vez que isso acontece desde o início da pandemia. São mais de 1 milhão de casos confirmados da doença.

Por G1


O Brasil teve 1.221 novas mortes registradas em razão do novo coronavírus em 24 horas, mostra levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde. Com isso, são 49.090 óbitos pela Covid-19 até esta sexta-feira (19) no país. Veja os dados, consolidados às 20h:

  • 49.090 mortes; eram 47.869 até as 20h de quinta (18), uma diferença de 1.221 óbitos
  • 1.038.568 casos confirmados; eram 983.359 até a noite de quinta, ou seja, houve 55.209 novos casos

O país teve, pelo 4º dia consecutivo, mais de 1,2 mil mortes registradas no período de 24 horas. É a 1ª vez que isso acontece desde o início da pandemia.

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados divulgados nesta quarta (17) foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa desde o dia 8 para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

No domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

Apenas na terça (9) o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF.

Nesta sexta (19), o órgão publicou um novo balanço. Segundo a pasta, houve 1.206 novos óbitos e 54.771 novos casos, somando 48.954 mortes e 1.032.913 casos desde o começo da pandemia – números menores que os apurados pelo consórcio.

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