Como funciona a nova ferramenta de reconhecimento facial da Google
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Correio do Pantanal

13 set 2019 às 13:35 hs
Como funciona a nova ferramenta de reconhecimento facial da Google

Como funciona a nova ferramenta de reconhecimento facial da Google

O mais recente dispositivo inteligente da Google traz para o mercado uma nova ferramenta de reconhecimento facial que levanta algumas questões controversas no que à privacidade dos consumidores diz respeito. O JN esclarece aqui todas as dúvidas.

Chama-se “Face Match” e recorre à câmara frontal do dispositivo para reforçar a segurança, participar em videochamadas e mostrar fotografias, mensagens e eventos no calendário, assim que reconhece a cara do utilizador. Existe no novo “Nest Hub Max” da Google (à venda por cerca de 245 euros) – que é uma espécie de tablet com suporte vertical, se estivermos à procura de uma explicação simplista.

Como funciona?

O “Face Match” recorre a uma câmara frontal e um software de reconhecimento facial para identificar quem está a usar o dispositivo, sendo que este suporta vários perfis de utilizador (por exemplo, os elementos de um agregado familiar). A ferramenta – que usa um software semelhante ao existente no Google Photos, Apple Photos e Facebook para identificar pessoas – permite fazer uma “radiografia” da cara do utilizador, para criar um “modelo facial” ao qual o “Nest Hub Max” recorre para apresentar informações personalizadas sobre os seus compromissos no calendário, fotos e mensagens. Se o “Face Match” não estiver configurado para todos na casa, o dispositivo exibirá informações gerais e não itens personalizados. É mais rápido e conveniente do que fazer login com a impressão digital ou na aplicação Google Home.

A Google está sempre à sua procura?

Quando as propriedades do “Face Match” estão ligadas, sim: o dispositivo monitoriza e analisa constantemente dados através da câmara, para detetar caras, mesmo quando elas não estão. Até agora, o “Nest Hub Max” é o primeiro dispositivo com este tipo de tecnologia, ou seja, sempre ativa. Outros dispositivos requerem algum tipo de ação por parte do utilizador, como um toque no ecrã ou num botão, como acontece com a ativação do Face ID do iPhone.

Como pode limitar a deteção da sua cara?

Duas formas de desligar a câmaraFoto: Google

Há três formas de prevenir que o “Nest Hub Max” armazene dados faciais ou faça uma digitalização constante das caras que encontra.

1. Não ativar a ferramenta “Face Match”, caso prefira
2. Se estiver ativa, pode eliminar o seu perfil e desligar o “Face Match” nas definições do dispositivo
3. Pode desativar completamente o hardware da câmara, o que, por consequência, também desativará o “Face Match”, embora o dispositivo continue a armazenar os perfis faciais que criou. Pode fazê-lo de duas formas: através de um botão na parte de trás do dispositivo ou passando o dedo no ecrã (ver imagens ao lado)

A Google armazena os seus dados faciais na “cloud”?

De certa forma. Segundo o site de tecnologia CNET, embora a Google garanta que os perfis faciais são armazenados e processados no próprio “Nest Hub Max”, admite que ocasionalmente atrai dados faciais para a “cloud” (rede global de servidores concebidos para armazenar dados acessíveis a partir de qualquer dispositivo com Internet), para ajudar a melhorar a “experiência do produto”. Mas acrescenta que todos os dados faciais que lá acabem são excluídos no fim do processamento.

A Google ou a Apple usam os seus dados faciais para personalizar os anúncios que vê?

A Google insiste que não utiliza os dados recolhidos para o “Face Match” ou a “Nest Cam” (câmara do dispositivo) para segmentar anúncios. A Apple, por seu turno, não obtém receita vendendo anúncios personalizados, o que sugere que não está a usar os dados do rosto para esse fim.

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