‘Como fantoches’: Judiciário passa a decidir quem concorre ou não à eleição no Brasil, dizem brasilianistas

Correio do Pantanal

9 mar 2021 às 15:44 hs
‘Como fantoches’: Judiciário passa a decidir quem concorre ou não à eleição no Brasil, dizem brasilianistas
  • Mariana Sanches
  • BBC News Brasil, Washington

9 março 2021, 06:40 -03

Lula
Legenda da foto,Para estudiosos de Brasil, decisão de Fachin define Lula e Bolsonaro como o segundo turno em 2022, e aponta para desgastes na democracia no país

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin que, na segunda,-feira (08/03), anulou as condenações e indiciamentos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da Operação Lava Jato representou, na prática, o início da campanha presidencial de 2022 — um ano e sete meses antes dos brasileiros irem efetivamente às urnas.

Essa é a avaliação de um grupo de brasilianistas — acadêmicos estrangeiros dedicados ao estudo do Brasil — sobre o impacto da medida jurídica no cenário político brasileiro.

Fachin determinou a nulidade das ações justificando a decisão em um aspecto processual: a falta de competência jurídica do então juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal de Curitiba, para decidir sobre os casos envolvendo o ex-presidente Lula. Com isso, Fachin sedimentou o caminho para uma disputa polarizada entre os dois maiores líderes em cada campo político no país. À esquerda, Lula. À direita, o atual presidente Jair Bolsonaro.

“Quatro horas atrás eu te diria que havia um ‘mercado’ de eleitores de centro, centro-direita esperando para ser conquistados por uma terceira via. Agora esse caminho é improvável”, afirmou à BBC News Brasil a cientista política Amy Erica Smith, da Iowa State University, no fim da tarde desta segunda.

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