Os bancos e fundos estrangeiros que investiram em empresas acusadas de violar direitos indígenas no Brasil

Correio do Pantanal

27 out 2020 às 20:21 hs
Os bancos e fundos estrangeiros que investiram em empresas acusadas de violar direitos indígenas no Brasil

Indígenas protestam em Brasília
Legenda da foto,Levantamento apontou que seis empresas financeiras dos EUA investiram mais de R$ 100 bilhões em companhias acusadas de impactar negativamente povos brasileiros. (Na foto, indígenas em protesto no ano passado)

Seis empresas financeiras dos Estados Unidos investiram mais de US$ 18 bilhões (cerca de R$ 101 bilhões na cotação atual) desde 2017 em nove companhias acusadas de impactar negativamente povos indígenas brasileiros ou que têm planos de iniciar operações dentro de territórios desses povos, afirma relatório publicado nesta terça-feira (27/10) pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e a ONG americana Amazon Watch.

Ao evidenciar esses laços, a terceira edição da publicação “Cumplicidade na Destruição” busca pressionar investidores internacionais a adotar e fortalecer mecanismos internos de controle para “garantir que não haja investimentos em áreas de destruição ambiental, violações de direitos humanos e conflitos em Territórios Indígenas”.

As seis empresas financeiras citadas no relatório são as duas maiores gestoras de recursos do mundo (BlackRock e Vanguard), três bancos (Citigroup, J.P. Morgan Chase e Bank of America) e uma gestora de investimentos (Dimensional Fund Advisors).

Segundo o levantamento todas elas têm investimentos em Vale, Anglo American, Cargill, Cosan, Eletrobras, Energisa e JBS — companhias que o relatório acusa de ter provocado sérios danos aos povos indígenas no passado ou de ter planos para iniciar atividades que terão impacto negativo nos seus territórios.

Quatro dessas corporações (BlackRock, Vanguard, J.P. Morgan Chase e Dimensional Fund Advisors) também investiram na Equatorial Energia, que é acusada por Apib e Amazon Watch de não respeitar direitos do povo Krikati ao construir duas linhas de transmissão sobre seu território, no Maranhão

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