Fechada há 16 dias, fronteira entre Bolívia e Brasil gera prejuízos de R$ 5 milhões ao comércio de Corumbá
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Correio do Pantanal

9 nov 2019 às 07:09 hs
Fechada há 16 dias, fronteira entre Bolívia e Brasil gera prejuízos de R$ 5 milhões ao comércio de Corumbá

Manifestantes fecharam fronteira por conta da reeleição de Evo Morales que está no 4º mandato. Turismo também sente reflexo da onda de protesto que acontece no país vizinho.

Por Cleto Kipper/TV Morena e Flávio Dias, G1 MS — Campo Grande

Fechada há 16 dias, a fronteira da Bolívia com o Brasil já causa prejuízos em torno de R$ 5 milhões no setor econômico no município sul-mato-grossense, segundo a Associação Comercial e Industrial de Corumbá.

A cidade brasileira que faz fronteira com a Bolívia, também sente o reflexo das manifestações por conta reeleição de Evo Morales na área do turismo. Alguns bolivianos já cancelaram as viagens para o Pantanal e eles não são mais vistos na região.

Comércio de Corumbá (MS) já contabiliza prejuízo de R$ 5 milhões por conta do fechamento da fronteira. — Foto: Reprodução/TV Morena

Comércio de Corumbá (MS) já contabiliza prejuízo de R$ 5 milhões por conta do fechamento da fronteira. — Foto: Reprodução/TV Morena

Conforme o gerente comercial de uma loja de roupas, Marco Antônio Borges de Oliveira, as vendas estão paradas pela falta dos principais clientes. Ele conta que os cabides estão lotados de vestimentas e o caixa vazio.

“Corumbá sem o boliviano fica um pouco complicada. 40% das vendas é um número muito significativo para uma loja da nossa proporção e a gente sente bastante”, explicou.

O empresário Rubens Fernandes, também lamenta sobre a atual situação por conta do fechamento da fronteira que interfere diretamente no comércio da cidade brasileira: “tudo é realizado em cima do fluxo de vendas, se esse fluxo cai, automaticamente a empresa começa a ter alguma dificuldade para honrar com seus compromissos.”

Rodovias são fechadas na Bolívia e comércio de Corumbá (MS) contabiliza prejuízo.  — Foto: Cleto Kipper/TV Morena

Rodovias são fechadas na Bolívia e comércio de Corumbá (MS) contabiliza prejuízo. — Foto: Cleto Kipper/TV Morena

Segundo a empresária do ramo de turismo, Raquel Amaral Ribeiro, o setor também já sente o reflexo das manifestações do país vizinho. Ela conta que turistas bolivianos deixaram de viajar para Corumbá e estão cancelando pacotes de viagens.

“Foi o segundo grupo nosso que desmarca, justamente por não conseguir atravessar a fronteira. Essa instabilidade de não saber se vão poder voltar [para a Bolívia], é uma insegurança muito grande”, lamenta.

Fronteira fechada há 16 dias gera prejuízo de R$ 5 milhões ao comércio de Corumbá (MS). — Foto: Reprodução/TV Morena

Fronteira fechada há 16 dias gera prejuízo de R$ 5 milhões ao comércio de Corumbá (MS). — Foto: Reprodução/TV Morena

Manifestações na Bolívia

Desde a última sexta-feira passada (1º), grupos de manifestantes na Bolívia estão se posicionando também contra o segundo colocado nas eleições presidenciais do país, Carlos Mesa. Esses manifestantes chegam a propor uma nova eleição em que seja proibida a participação dos dois candidatos mais votados. Os protestos por essa proposta se concentraram em La Paz e em Cochabamba.

Manifestantes com bandeiras protestam em La Paz nesta sexta-feira (1º) contra resultado de eleições na Bolívia — Foto: Aizar Raldes/AFP

Manifestantes com bandeiras protestam em La Paz nesta sexta-feira (1º) contra resultado de eleições na Bolívia — Foto: Aizar Raldes/AFP

Houve, ainda, manifestantes da oposição que concordaram em não esperar a auditoria da Organização dos Estados Americanos (OEA) e apoiar uma nova eleição sem Evo, mas com Mesa. O presidente rechaçou a ideia. Evo Morales prometeu apoiar um segundo turno com Mesa caso se comprove a fraude denunciada por opositores.

“Vamos defender a democracia e os resultados”, afirmou Evo Morales em discurso em Cochabamba, segundo a agência France Presse. Morales disse que bolivianos devem esperar o relatório da auditoria da OEA, que deve ficar pronto em duas semanas, um sinal de que pensa que lhe será favorável para selar um novo mandato até 2025.

Centro de Santa Cruz de La Sierra é tomado por manifestantes que não aceitam reeleição de Morales. — Foto: Ximena Soarez/Arquivo pessoal

Centro de Santa Cruz de La Sierra é tomado por manifestantes que não aceitam reeleição de Morales. — Foto: Ximena Soarez/Arquivo pessoal

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