Brasil. Grupo é preso por estender suástica contra Bolsonaro

Correio do Pantanal

18 mar 2021 às 23:11 hs
Brasil. Grupo é preso por estender suástica contra Bolsonaro

Cinco homens ligados ao Partido dos Trabalhadores foram detidos pela polícia no âmbito da “lei da segurança nacional” após protesto onde chamavam o presidente de “genocida”. “Já é estado de exceção”, diz irmão de um deles

Brasil. Grupo é preso por estender suástica contra Bolsonaro

João Almeida Moreira, São Paulo18 Março 2021 — 18:37

Cinco homens foram ontem detidos por protestarem em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, contra Jair Bolsonaro, ao fim da manhã, início da tarde em Portugal, nesta quinta-feira, dia 18. Os manifestantes, ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT), empunhavam uma faixa em que se lia “Bolsonaro genocida” por baixo de uma suástica.

“A Polícia Militar prendeu cinco homens por infringirem a Lei de Segurança Nacional ao divulgar a cruz suástica associando o símbolo ao Presidente da República. O grupo foi detido, na manhã desta quinta-feira (18), quando estendia, na Praça dos 3 Poderes, a faixa chamando o Presidente de genocida ao lado do símbolo nazi. Os homens foram levados para a Delegacia da Polícia Federal”, diz nota da Polícia Militar do Distrito Federal.

Dois deputados do PT já se dirigiram ao local.https://platform.twitter.com/embed/Tweet.html?creatorScreenName=Di%C3%A1rio%20de%20Not%C3%ADcias&dnt=false&embedId=twitter-widget-0&frame=false&hideCard=false&hideThread=true&id=1372586386021351425&lang=en&origin=https%3A%2F%2Fwww.dn.pt%2Finternacional%2Fbrasil-grupo-e-preso-por-estender-suastica-contra-bolsonaro-13474400.html&siteScreenName=Di%C3%A1rio%20de%20Not%C3%ADcias&theme=light&widgetsVersion=e1ffbdb%3A1614796141937&width=550px

Por áudio, a que o DN teve acesso, Érico Pilha, irmão de Rodrigo Pilha, um dos detidos, falou em “horas de tensão” e em “estado de exceção”. “Ficamos horas em tensão por não sabermos para onde eles tinham ido até sabermos que tinham sido levados para a polícia federal por terem chamado o genocida de genocida e isso se enquadrar na lei de segurança nacional”. E pediu para todos ficarem “alerta pois já se vive estado de exceção”.

O Youtuber Felipe Neto, intimado na segunda-feira pela polícia a depor numa investigação por suposto “crime contra a segurança nacional” por ter chamado Bolsonaro de “genocida”, colocou à disposição do grupo uma frente de advogados reunida sob o nome “O Cala a Boca Já Morreu”.

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