Bolsonaro diz que é farsa da esquerda suposto descaso com Yanomamis

Correio do Pantanal

24 jan 2023 às 06:02 hs
Bolsonaro diz que é farsa da esquerda suposto descaso com Yanomamis

‘De 2019 a novembro de 2022, o Ministério da Saúde prestou mais de 53 milhões de atendimentos de atenção básica aos povos tradicionais’

 23/01/2023 – 07h41

EUA 

Bolsonaro encontra-se nos EUA (Foto: Reprodução )

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) respondeu, no domingo (22), em seu canal no Telegram, as falas ditas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito sob suspeita de fraude nas urnas eletrônicas, no último sábado (21) sobre o suposto descaso com os indígenas durante o seu governo.

Bolsonaro disse que as críticas são “farsa da esquerda”, além de citar as medidas feitas para a população indígena.

“Contra mais uma farsa da esquerda, a verdade: os cuidados com a saúde indígena são uma das prioridades do governo federal. De 2019 a novembro de 2022, o Ministério da Saúde prestou mais de 53 milhões de atendimentos de atenção básica aos povos tradicionais, conforme dados do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena do SUS, o SasiSUS”, disse na mensagem, que foi replicada de uma publicação do Ministério da Saúde em dezembro de 2022, durante o seu governo.

No último sábado, Lula e a ministra da Saúde, Nísia Trindade, visitaram os povos Yanomami, em Roraima, e decretaram emergência em saúde no território.

Em coletiva, o presidente Lula criticou a gestão de Bolsonaro com os povos indígenas: “Se ao invés de fazer tanta motociata tivesse vergonha e viesse aqui, quem sabe esse povo não tivesse abandonado como está”.

Houve 168% de aumento de assassinatos de índios nos governos Lula e Dilma

Da mesma forma, a senadora eleita Damares Alves (PL-DF), ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, rompeu o silêncio no domingo, e se pronunciou sobre a situação dos ianomâmis.

A ex-ministra disse que o problema da desnutrição entre crianças indígenas é um dilema histórico — e foi agravado pela pandemia. 

“Entre 2007 e 2011, o Vale do Javari já tinha índice alarmantes”, escreveu, no Twitter, referindo-se a um município localizado no oeste do Amazonas. “Sempre questionei a política do isolamento imposta a algumas comunidades. Está na hora de uma discussão séria sobre isso. Ao invés de perdermos tempo nesta guerra de narrativas e revanchismo, proponho um pacto por todas as crianças do Brasil, de todas as etnias”, disse ela à Revista Oeste.

Damares criticou setores da imprensa, atribuindo aos veículos de comunicação suposta parcialidade. “A mesma imprensa que hoje faz cobertura positiva da agenda presidencial, fez críticas à época”, afirmou, ao lembrar que, durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, houve 168% de aumento no número de assassinatos de indígenas. 

“Tenho a convicção de que mais do que posar para fotos e realizar belos discursos, devemos enfrentar a raiz do problema.”

Os ianomâmis são um grupo de aproximadamente 35 mil indígenas. Eles vivem em cerca de 200 a 250 aldeias na Floresta Amazônica, na fronteira entre a Venezuela e o Brasil.

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