Bispos chineses presentes em reunião no Vaticano convidam Papa Francisco para visita histórica
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Correio do Pantanal

16 out 2018 às 11:49 hs
Bispos chineses presentes em reunião no Vaticano convidam Papa Francisco para visita histórica

Por Reuters


Bispos chineses John Baptist Yang Xiaoting e Joseph Guo Jincai participam nesta quarta-feira (3), pela primeira vez, de sínodo no Vaticano — Foto: Tony Gentile/Reuters
Bispos chineses John Baptist Yang Xiaoting e Joseph Guo Jincai participam nesta quarta-feira (3), pela primeira vez, de sínodo no Vaticano — Foto: Tony Gentile/Reuters

Dois bispos católicos da China que tiveram permissão do governo de Pequim para participar de uma reunião no Vaticano pela primeira vez convidaram o Papa Francisco a visitar seu país, noticiou um jornal católico Avvenire nesta terça-feira (16).

Joseph Guo Jincai e John Baptist Yang Xiaoting participaram da primeira quinzena de um encontro de bispos de todo o mundo, conhecido como sínodo, e viram o papa diariamente.

A presença dos bispos chineses foi o primeiro sinal concreto de uma reaproximação entre a Santa Sé e Pequim desde um acordo histórico firmado em setembro sobre o ordenamento de bispos na nação comunista.

“Enquanto estivemos lá convidamos o Papa Francisco a vir à China. Estamos esperando por ele”, disse Guo ao Avvenire, que é o diário da conferência de bispos da Itália.

O acordo, que foi trabalhado durante mais de 10 anos e assinado em 22 de setembro, dá ao Vaticano o direito longamente pleiteado de opinar na escolha dos bispos na China, mas críticos o classificaram como uma capitulação ao governo comunista.

Autoridades do Vaticano enfatizaram que o acordo foi pastoral, e não político – mas muitos acreditam que ele é um precursor da restauração dos laços diplomáticos entre o Vaticano e Pequim depois de mais de 70 anos.

Os aproximadamente 12 milhões de católicos chineses se dividiram em uma igreja clandestina fiel ao Vaticano e a Associação Católica Patriótica, supervisionada pelo Estado.

Guo tem laços fortes com o governo porque foi ordenado pela Associação Católica Patriótica sem permissão papal e foi excomungado pelo Vaticano.

Como parte do acordo de 22 de setembro, o papa revogou sua excomunhão e reconheceu sua legitimidade, tornando Guo um interlocutor importante entre os dois lados.

Guo disse não saber quando uma viagem papal pode acontecer, mas que ele e o bispo Yang acreditam que ela é possível e estão orando por ela.

“Nossa presença lá era considerada impossível, mas se tornou possível”, disse Guo.

O papa deve visitar o Japão no ano que vem, e na quinta-feira (18) se encontrará com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, que lhe entregará um convite do líder norte-coreano, Kim Jong-un, para que o pontífice visite Pyongyang.

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