Biden admite reunir-se com Putin para discutir tensões com a Ucrânia
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Correio do Pantanal

19 jan 2022 às 21:56 hs
Biden admite reunir-se com Putin para discutir tensões com a Ucrânia
Biden admite reunir-se com Putin para discutir tensões com a Ucrânia
Foto: Anna Moneymaker/Getty Images/AFP

JN/AgênciasHoje às 00:46

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou na quarta-feira, em Washington, que é uma “possibilidade” reunir-se com o chefe de Estado da Rússia, Vladimir Putin, para discutir as tensões nas fronteiras com a Ucrânia.

Putin “nunca viu sanções como as que prometi que serão impostas se ele se mover em direção” à Ucrânia, disse Biden numa conferência de imprensa que assinala o primeiro ano do seu mandato, que se cumpre quinta-feira. O presidente dos EUA afirmou acreditar que Putin não deseja uma “guerra em grande escala” na Ucrânia, mas avisou o homólogo russo para “pesadas” perdas humanas se enveredar pela invasão. Relativamente à adesão da Ucrânia à NATO, considerou que “não é muito provável” no curto prazo.

As afirmações do presidente dos Estados Unidos surge depois de ter dito que “será um desastre para a Rússia” caso esta decida invadir a Ucrânia, reiterando ameaças de sanções económicas nunca vistas.

A Rússia tem reiterado que nunca aceitará a integração da Ucrânia na Aliança Atlântica.

Também na quarta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, disse que a Rússia mobilizou quase 100 mil soldados na fronteira com a Ucrânia e que pode duplicar a sua presença militar muito rapidamente.

Tropas russas chegaram ontem à Bielorrússia para exercícios militares conjuntos, um sinal “preocupante”, segundo Washington, que denuncia a existência de outras manobras perto da fronteira ucraniana.

Blinken – que se reunira horas antes com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky – acusou a Rússia de usar todos os meios “no seu manual” para desestabilizar o país vizinho desde 2014, primeiro com a anexação da península da Crimeia e depois com a guerra no Donbass.

“A agressão russa até agora matou mais de 14.000 homens, mulheres e crianças ucranianas, e deixou 1,5 milhões de ucranianos sem abrigo”, denunciou o chefe da diplomacia dos EUA, que apontou o dedo a Moscovo por continuar a “alimentar” o conflito no leste da Ucrânia, onde o Kremlin apoia as forças separatistas em Donetsk e Lugansk.

Blinken chegou hoje a Kiev, no âmbito de uma digressão europeia que inclui uma escala em Berlim e um encontro em Genebra, na sexta-feira, com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, com quem falou na terça-feira, por telefone, para lhe demonstrar o “inabalável” compromisso com a integridade territorial da Ucrânia.

Hoje, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Ryabkov — que liderou as negociações de segurança com os EUA, em Genebra — reafirmou que Moscovo não tem intenções bélicas face à Ucrânia.

O Ministério da Defesa russo admitiu hoje que algumas das suas tropas já chegaram à Bielorrússia, para manobras militares que decorrerão até 20 de fevereiro.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, repetiu hoje o “forte apoio” da Aliança Atlântica à Ucrânia, durante uma conversa telefónica com Zelensky, assegurando que não se comprometerá com as exigências da Rússia.

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