Autor de feminicídio preso 4 anos após o crime diz que ‘achou que processo contra ele tinha sido arquivado’ em MS
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Correio do Pantanal

13 set 2019 às 15:02 hs
Autor de feminicídio preso 4 anos após o crime diz que ‘achou que processo contra ele tinha sido arquivado’ em MS

Suspeito não demonstrou arrependimento e também comentou que estava embriagado no momento do crime, perdeu a cabeça e acabou efetuando os disparos, falou o delegado.

Por Graziela Rezende, G1 MS

Autor de feminicídio é preso quatro anos depois do crime, em Ribas do Rio Pardo. — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Autor de feminicídio é preso quatro anos depois do crime, em Ribas do Rio Pardo. — Foto: Divulgação/Polícia Civil

O homem de 30 anos, preso por matar a ex-mulher 4 anos após o crime, em Ribas do Rio Pardo, a 91 km de Campo Grande, disse que “achou que o processo tinha sido arquivado”. No depoimento, conforme afirmou ao G1 o delegado Bruno Santacatharina, responsável pelas investigações, o suspeito ainda comentou que estava embriagado quando a matou.

“Ele alegou que o advogado dele tinha dito que o processo teria sido arquivado. Mas, com certeza ele sabia do mandado contra ele e que era foragido da Justiça. Não demonstrou arrependimento algum e comentou também que estava embriagado no momento do crime, perdeu a cabeça e acabou efetuando os disparos”, disse o delegado.

O suspeito permanece em uma cela no município, nesta sexta-feira (13), porém, será transferido para Campo Grande.

Entenda o caso

O homem foi preso na noite de quarta-feira (11). Ele é apontado como a pessoa que matou a tiros Izabel de Oliveira Araújo, na época, com 40 anos de idade. O crime ocorreu em 2015. Houve julgamento e o suspeito foi condenado a 8 anos de prisão.

Antes de ser preso, o homem estava em um posto de combustíveis, encostado do lado de fora do carro e sem camisa. Ele foi abordado pelos policiais e foi constatado que ele era condenado pelo crime de feminicídio, conforme disse na ocasião o delegado.

Segundo o processo judicial, o homem conseguiu liberdade provisória em 2016, mas, quando foi intimado, em maio de 2018, não foi mais encontrado, por isso era considerado fugitivo.

De acordo com a polícia, ele está preso na Delegacia Civil da cidade e nos próximos dias será transferido para a capital. O homem foi condenado em maio de 2018 a 8 anos e 9 meses de prisão.

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