Gaeco denuncia mais três por envolvimento com grupo de extermínio
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Correio do Pantanal

17 ago 2019 às 07:51 hs
Gaeco denuncia mais três por envolvimento com grupo de extermínio

Grupo seria responsável por 3 execuções na Capital

LUANA RODRIGUES – Correio do Estado

Arsenal apreendido com guarda municipal pela Polícia Civil – Bruno Henrique/Correio do Estado

Mais dois guardas municipais, além de um motorista de aplicativo, foram denunciados pela força-tarefa do Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por envolvimento com suposta milícia, em Campo Grande. Rafael Antunes Vieira, Robert Vitor Kopetski e Flávio Narciso, que estão presos desde o dia 30 de julho, são acusados de integrar organização criminosa que agiu como  “grupo de extermínio” e seria responsável por, pelo menos, três execuções na Capital.

Conforme denúncia do Gaeco, durante as investigações voltadas a apurar os assassinatos do policial militar reformado Ilson Martins de Figueiredo; do segurança Orlando da Silva Fernandes; e do estudante Matheus Coutinho Xavier, filho do policial aposentado Paulo Xavier, a força-tarefa prendeu em flagrante o guarda municipal Marcelo Rios, 42 anos, com diversas armas.

Na acusação, os promotores de justiça Marcelo Ely, Gerson Eduardo de Araujo, Marcos Roberto Dietz e Thalys Franklyn de Souza narram que após a apreensão do arsenal bélico em poder de Rios, houve avanços na identificação de integrantes da organização criminosa alvo de investigação, seguida de uma tentativa de sequestro à esposa de Marcelo Rios, uma mulher de 28 anos.

 “Em decorrência disso, os ora denunciados passaram, então, a praticar atos para dificultar (embaraçar) o andamento dos trabalhos investigativos, objetivando garantir a impunidade dos componentes do citado grupo criminoso”, cita o documento.

Os promotores afirmam, ainda, que os três assassinatos foram perpetrados com extrema violência e audácia, mediante o emprego de armas de guerra, como fuzis de calibre 762e calibre .556, ou seja, com características claras de execução sumária. “Apurou-se, assim, que o modus operandi empregado pelos criminosos para o cometimento dos assassinatos em questão difere daqueles homicídios que são praticados comumente por qualquer um do povo, isto é, por motivos banais ou com “dolo de ímpeto”.Em outras palavras, ficou demonstrado que esses crimes de homicídios foram meticulosamente planejados e executados por uma organização criminosa, em autêntica divisão de tarefas, com as vistas a ludibriar as autoridades envolvidas na persecução criminal e, via de consequência, obter a impunidade”, revela a denúncia

O CASO

Marcelo Rios foi preso em 19 de maio deste ano, depois de ter sido flagrado com um arsenal em vários endereços. A maior parte das armas estava em uma casa localizada no Bairro Monte Líbano. No local, havia seis fuzis (dois AK-47 de calibre 762 e quatro de calibre 556), um revólver 357, 11 pistolas 9 milímetros, quatro pistolas .40, uma pistola de calibre 22 e outra pistola de calibre 380, além de duas espingardas, sendo uma de calibre 12 e outra de calibre 22. Também foram encontradas 1.753 munições, 392 para os fuzis AK-47.

Na semana seguinte à prisão de Marcelo, a mulher dele, conforme consta nas investigações, passou a ser assediada pelos colegas do marido. Por isso, os outros dois guardas municipais e o motorista de aplicativo foram presos.

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