PMA captura filhote de curiango no campus da UFMS em Coxim

Correio do Pantanal

1 out 2019 às 22:40 hs
PMA captura filhote de curiango no campus da UFMS em Coxim

Luma Danielle CenturionImprimir

Foto: Divulgação PMA

Uma estudante, de 19 anos, acionou os Policiais Militares Ambientais de Coxim hoje (1) pela manhã, em virtude de haver um filhote de ave nas dependências da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, o qual não atingira ainda a capacidade de voo.

A PMA foi ao local e verificou que se tratava de um animal silvestre da espécie Nyctidromus albicollis (curiango ou bacurau) ainda filhote. A equipe capturou o animal e o colocou em uma caixa de contenção. A ave será encaminhada ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), na Capital.

CURIANGO OU BACURAU

“O bacurau é uma ave caprimulgiforme da família caprimulgidae. Conhecido também como curiango, curiango-comum, ju-jau, carimbamba, amanhã-eu-vou (em Minas Gerais), ibijau, mede-léguas, acurana e a-ku-kú (nomes indígenas – Mato Grosso). O seu nome é onomatopaico e deriva de sua vocalização. Nome Científico

Seu nome científico significa:

do (grego) nukti-, nux, nuktus = noturno, noite; e de dromus = corredor, aquele que corre, piloto; e do (latim) albus = branco; e de collis = colo, pescoço, garganta. ⇒ Corredor noturno com a garganta branca.

Características

Mede entre 22 e 28 centímetros de comprimento e o macho da espécie pesa entre 44 e 87 gramas e a fêmea entre 43 e 90 gramas (Cleere, 1999).

O macho adulto apresenta coloração marrom acinzentado com as partes superiores tingidas de castanho com manchas marrons, cinza e brancas. As asas são de coloração castanha com penas marrom acinzentadas com manchas conspícuas marrons e bege. As coberteiras são de cor acastanhada escuro com bordas bege. Quando em voo, o macho mostra as pontas enegrecidas das asas e também uma ampla faixa branca na asa. Na cauda, ​​as duas retrizes externas apresentam em sua grande parte a coloração branca que é uma característica diagnóstica do sexo da ave.

As partes inferiores são castanho acinzentadas, com marcações marrons e amareladas na barriga e nos flancos. A garganta apresenta uma mancha branca, esta as vezes fica restrita à porção inferior da garganta da ave. Suas asas são grandes e chegam a atingir até a metade do comprimento da cauda, facilmente visível quando a ave está em repouso. Na cabeça, a porção central de sua coroa é amplamente riscada de marrom escuro. O colar nucal está ausente nesta espécie. Os lores e a região auricular são de coloração castanha. O bico é curto e negro com duas grandes narinas na porção proximal. Os olhos são marrom escuros. As pernas são curtas e como os pés, são de coloração acinzentada.

O tamanho da ave, bem como a plumagem podem variar segundo a subespécie analisada, principalmente quanto a extensão de branco na cauda dos machos.

A fêmea tem nas asas, bandas estreitas de coloração bege ou parda. As penas da cauda apresentam barras e não apresentam as penas retrizes externas brancas que são encontradas no indivíduo do sexo masculino, somente a ponta da sua cauda é branca.

A plumagem dos imaturos se assemelha a plumagem do indivíduo adulto, com as bandas brancas/pardas das asas mais estreitas. Estas bandas das asas são brancas em jovens do sexo masculino e pardacentas em jovens do sexo feminino (WIKIAVES).

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