Mãe flagra bebê andando no escuro, chamando por cães desaparecidos e faz apelo para encontrá-los; vídeo
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Correio do Pantanal

5 nov 2019 às 22:34 hs
Mãe flagra bebê andando no escuro, chamando por cães desaparecidos e faz apelo para encontrá-los; vídeo

Dona de casa em MS diz que família estudou a raça, para presentear os filhos e ajudar a acalmar o menino mais novo, que sofre convulsões e toma medicamento controlado.

Por Graziela Rezende, G1 MS

Bebê brincando com um dos cães desaparecidos em MS — Foto: Márcia Simone/Arquivo Pessoal

Bebê brincando com um dos cães desaparecidos em MS — Foto: Márcia Simone/Arquivo Pessoal

Das poucas palavras que Caio já sabe pronunciar, a que mais sai da boca dele ultimamente é “au au au”. O bebê sofre pelo sumiço de dois cães da raça Pug que, há 1 ano, conviviam com a família no bairro Serraville, região leste de Campo Grande. Antes de adquiri-los, a família estudou as características do animal e pensou que seria ideal para os filhos, além de acalmar o menino de apenas 2 anos, que toma medicamento controlado para controlar convulsões.

No último sábado (4), 9 dias após o desaparecimento, a mãe, Márcia Simone de Oliveira Ribas, de 41 anos, flagrou o momento em que o filho caminhava e chamava pela dupla que tanto alegrava a casa. “A hora eu vi a cena nem estava com o celular junto, mas, pensei que precisava registrar o momento. Tem gente que perde o animal e envolve criança, só que no meu caso não é mais um simples apelo, tem fundamento. Ele está sofrendo, ficou caminhando com um potinho na mão e chamando au au au”, afirmou ao G1 a dona de casa.

Segundo a mãe, o menino pede a presença dos animais, principalmente na hora de tomar o remédio. “Eu não me ofendo em falar que elas eram como se fossem irmãs dele, estavam muito próximas. E eu tenho outros filhos, de 7, 11 e 16 anos de idade. Eles possuem o videogame deles e até me perguntaram se eu aceitava deixar eles oferecerem como recompensa. Para todos eles, a Lili e a Lola, como nós a chamávamos, eram muito importantes. Tudo o que a gente fazia era com elas por perto, seja sentada no chão ou no sofá”, comentou.

Mãe flagra bebê andando no escuro, chamando por cães desaparecidos e faz apelo

Mãe flagra bebê andando no escuro, chamando por cães desaparecidos e faz apelo

No dia do sumiço, Márcia conta que o filho de 11 anos abriu o portão para elas saírem um pouco. “Era um sábado à tarde e eu estava em outro cômodo da casa. Meu filho as deixou um pouquinho e foi pegar uma vasilha com água para elas, só que ele enrolou um pouco porque também foi ao banheiro. Quando retornou, não as encontrou mais. Nós ficamos rodando um posto de gasolina desativado aqui ao lado e também as proximidades de um transportadora. Enquanto isso, meu sogro foi até a rodovia achando que elas poderiam ser atropelas, mas, não achamos nada”, disse.

Desde então, a família faz a divulgação e pede a devolução dos cães. “Pegaram ali, muito perto da gente. E, com o nosso apelo e muita gente vendo o vídeo do meu filho, chegaram até a oferecer gatinhos, passarinho e pintinho. Tentamos outras alternativas, mas, eles arranham, rosnam e eu até doei para minha sogra. Realmente, a Lili e a Lola eram diferentes, tinham paciência, principalmente porque criança gosta de brincar, apertar o rabo”, comentou.

Dia em que instalador de eletrônicos viu a Lili pela 1ª vez: "ele se apaixonou, não tem como explicar" — Foto: Márcia Simone/Arquivo Pessoal

Dia em que instalador de eletrônicos viu a Lili pela 1ª vez: “ele se apaixonou, não tem como explicar” — Foto: Márcia Simone/Arquivo Pessoal

Na época em que adquiriu os animais, Márcia conta que o marido dela, o instalador de equipamentos eletrônicos Maykol Diego Vasques, 34 anos, foi o primeiro a se apaixonar. “Ele começou a prestar serviço em um pet shop e lá viu a Lili. O preço é muito alto porque ela tem pedigree, cerca de R$ 4 mil e nem era compatível com o nosso orçamento. Só que ele me ligou, ficava mandando foto e conversou com o dono para trocar em serviço. Ele se apaixonou, não tem nem como explicar e agora continua pagando em serviço”, relembrou.

Aos 45 dias de vida, Lili passou a fazer parte da família. “Depois, quando ele foi fazer outro serviço, soube que uma pessoa comprou outro animal da mesma raça e devolveu no pet shop. Desta vez, meu marido me levou lá para mostrar e a Lola ficou enlouquecida, me lambia, brincava. Eu até briguei, nem queria ir lá. Aí o dono nos fez uma proposta, de quando viesse a primeira ninhada nós daríamos os filhotes, então nós a levamos para casa. Desde então, tínhamos as duas conosco e era só amor e carinho”, finalizou.

Dona de casa em MS conta que cães estavam sempre perto das crianças — Foto: Márcia Simone/Arquivo Pessoal

Dona de casa em MS conta que cães estavam sempre perto das crianças — Foto: Márcia Simone/Arquivo Pessoal

Quem tiver informações pode entrar em contato com a Márcia, pelo telefone: 67 99873-1884.

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