A megaoperação para salvar filhotes de tartaruga nascidos em meio ao petróleo na costa do Nordeste

Correio do Pantanal

11 out 2019 às 19:37 hs
A megaoperação para salvar filhotes de tartaruga nascidos em meio ao petróleo na costa do Nordeste

Felipe Souza e Juliana GragnaniDa BBC News Brasil em São Paulo e Londres

Biólogos soltam tartarugas em alto mar para evitar que elas se contaminem com petróleo em praias
Image captionBiólogos soltam tartarugas em alto mar para evitar que elas se contaminem com petróleo em praias

Há pelo menos 40 dias, manchas de petróleo atingem todos os Estados do Nordeste, provocando a morte de tartarugas marinhas e aves. Agora, a maior preocupação de biólogos e ambientalistas que trabalham com a conservação das espécies no Nordeste é a reprodução dos animais na região, como as tartarugas.

Na tarde de quinta-feira (10), cerca de mil tartarugas filhotes foram soltas em alto mar, em uma megaoperação para salvar suas vidas e tentar impedir que sejam atingidas pelo petróleo que invadiu a costa nordestina.

Foi a primeira vez que o Instituto Tamar, referência nacional na preservação da espécie, fez uma operação dessa forma.

Quando nascem, as tartarugas rompem seus ovos, cavam pela areia e caminham pela praia até o mar. Essa imagem das tartaruguinhas pequenas, medindo entre 3,5 e 4 centímetros de comprimento de casco, caminhando rapidamente pela praia é conhecida.

Tartarugas indo em direção ao mar
Image captionBiólogos estão preocupados com possível contaminação de filhotes de tartaruga em praias contaminadas

Mas por causa do petróleo, os biólogos do Projeto Tamar tiveram de tomar uma decisão: ou essas tartarugas fariam sua tradicional caminhada pela praia, correndo o risco de se intoxicar ou até mesmo ficarem presas no óleo, ou seriam soltas em alto mar, perdendo esse momento de suas vidas. Os pesquisadores escolheram a segunda opção.

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