André é condenado por coagir funcionários nas eleições de 2012

Correio do Pantanal

11 maio 2021 às 20:42 hs
André é condenado por coagir funcionários nas eleições de 2012

Decisão, do juiz Lucas Medeiros Gomes, da 1ª Vara Federal de Campo Grande, inclui multa de R$ 254 mil e perda dos direitos políticos. 

 11/05/2021 – 15h35

Campo Grande

O ex-governador André Puccinelli e o presidente Michel Temer (Foto: Campo Grande News)

O ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (MDB), foi condenado multa de R$ 254 mil e perda dos direitos políticos por coagir eleitores nas eleições de 2012, em decisão em primeira instância proferida pelo juiz Lucas Medeiros Gomes, da 1ª Vara Federal de Campo Grande.

De acordo com o portal O Jacaré, esta é a primeira condenação judicial na história do cacique do MDB, que sonha em disputar o Governo pela 3ª vez nas eleições de 2022. 

Conforme a sentença do magistrado, publicada no sábado (8), o ex-governador acabou saindo no lucro.

Ele estava com R$ 2,544 milhões bloqueados a pedido do Ministério Público Federal, que tinha pedido o pagamento de multa equivalente a 100 vezes a remuneração como governador (R$ 25,4 mil).

Puccinelli foi condenado em decorrência do vídeo divulgado pelo jornal Midiamax em agosto de 2012. Na época, o candidato governista era o ex-secretário estadual de Obras, Edson Giroto. Ele acabou denunciado por dois vídeos, que foram gravados na sede do MDB com funcionários da Setas (Secretaria Estadual de Trabalho e Assistência Social) e Seprotur (Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Produção).

De acordo com o MPF, na reunião com 54 funcionários, sendo 52 comissionados da assistência social, André fez a chamada de um por um para confirmar os votos em Giroto e no candidato a vereador aliado.

Conforme a perícia feita pela Polícia Federal, ele pediu votos para Carla Stephanini, atualmente no PSD e subsecretária municipal da Mulher, Flávio César de Oliveira, atual secretário-adjunto do Estado de Governo e Gestão Estratégica, do vereador Otávio Trad (PSD), o ex-vereador Edil Albuquerque, o ex-superintendente do Procon, Lamartine Ribeiro, e o ex-presidente da Fundação do Trabalho, Cícero Ávila.Leia Também

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