Primo do homem apontado como um dos principais traficantes de cocaína do Brasil é executado no Paraguai
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Correio do Pantanal

26 out 2019 às 10:07 hs
Primo do homem apontado como um dos principais traficantes de cocaína do Brasil é executado no Paraguai

Essa é a quarta pessoa ligada ao traficante Jarvis Pavão, preso e extraditado para o Brasil, que é morta na região de fronteira do Brasil com o Paraguai em Mato Grosso do Sul. Nas últimas 24 horas, quatro vítimas foram executadas em Pedro Juan Caballero.

Por Ricardo Freitas e Martim Andrada, G1 MS

Polícia Nacional Paraguaia no local onde Gimenes foi executado  — Foto: Polícia Nacional do Paraguai/Divulgação

Polícia Nacional Paraguaia no local onde Gimenes foi executado — Foto: Polícia Nacional do Paraguai/Divulgação

Luiz Alberto Guimenes Paranderi, de 52 anos, foi executado na manhã desta sexta-feira (25) em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia na fronteira com o Brasil, em Mato Grosso do Sul. De acordo com a Divisão de Narcotráfico do Ministério Público do Paraguai, a vítima era prima do narcotraficante brasileiro Jarvis Pavão, preso e extraditado e apontado pela Polícia Federal como um dos maiores fornecedores de cocaína do Brasil.

De acordo com a Polícia Nacional Paraguaia, dois homens abordaram Luiz em frente a uma residência e o executaram com tiros de pistola. Ele tentou fugir, mas foi perseguido pelos bandidos que efetuaram os últimos disparos. O agente da polícia paraguaia, identificado como Dario Milciades Morinigo Acosta, também estava no local e também foi morto pelos pistoleiros.

O promotor Marco Amarilla, do Ministério Público do Paraguai, disse ao G1 que os assassinatos estão sendo investigados, mas que provavelmente têm ligação com a guerra pelo controle do tráfico na região de fronteira.

Outra morte foi registrada na tarde desta sexta-feira em Pedro Juan Caballero, o nome da vítima ainda não tinha sido divulgado pela polícia até a publicação desta reportagem. Na tarde desta quinta-feira (24) Alexander Michel Robles, também foi executado por pistoleiros na fronteira.

Esse ano, mais 70 pessoas foram mortas na região, o número é mais que o dobro do registrado em 2018, quando ocorreram 30 execuções, principalmente, nas cidades vizinhas de Pedro Juan Caballero e Ponta Porã (MS).

Outras pessoas ligas ao traficante foram executadas

Um homem, de 39 anos, foi executado a tiros no mês de maio, na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil. De acordo com a polícia, ele trabalhava como secretário do traficante brasileiro Jarvis Ximenes Pavão.

A vítima foi identificada como Hugo Orlando Escobar Ayala e era conhecido como “Salame”. Ele estava dirigindo uma caminhonete por uma avenida no centro da cidade quando foi atingido pelos pistoleiros que também estavam em uma caminhonete.

O empresário Chico Gimenez, tio de Jarvis Ximenes foi assassinado em janeiro, na casa dele, em Ponta Porã, cidade vizinha de Pedro Juan Caballero. Ele foi candidato a prefeito do município em 2016.

Em novembro de 2018, a advogada de Jarvis, a argentina Laura Marcela Casuso, de 54 anos, também foi executada a tiros.

Jarvis Pavão sendo extraditado  — Foto: Rede Globo/Reprodução

Jarvis Pavão sendo extraditado — Foto: Rede Globo/Reprodução

Jarvis Ximenes Pavão

Jarvis Ximenes Pavão, é apontado pela Polícia Federal como um dos maiores fornecedores de maconha e de cocaína para o Brasil. Atualmente ele cumpre pena na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

O traficante foi condenado a 17 anos e 8 meses de prisão por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, e ainda a 10 anos, 9 meses e 15 dias de reclusão, por tráfico internacional de drogas.

Pavão também é investigado pelo assassinato de outro traficante brasileiro, Jorge Rafaat, em junho de 2016, em Pedro Juan Caballero. Rafaat sofreu uma emboscada e foi morto com tiros de uma metralhadora de guerra. A morte teria sido parte da disputa pelo controle tanto da venda como da produção de drogas na região.

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