Há 12 horas fechada por protesto boliviano fronteira de MS com país vizinho não tem previsão de liberação

Correio do Pantanal

23 out 2019 às 18:26 hs
Há 12 horas fechada por protesto boliviano fronteira de MS com país vizinho não tem previsão de liberação

De acordo com a organização em Puerto Quijarro, na Bolívia, fronteira só será liberada após o resultado garantindo o segundo turno das eleições presidenciais.

Por Lucas Lélis/TV Morena, G1 MS — Campo Grande

Um protesto de bolivianos na madrugada desta quarta-feira (23) em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, na qual fechou a fronteira com a Bolívia, já dura mais de 12 horas e não tem previsão de liberação. O grupo pequeno não concorda com a situação da eleição presidencial no país vizinho e não deu prazo para liberar o trecho. A mobilização é pacífica.

Carros e motos estão impedidos de atravessar a fronteira nos dois sentidos. Somente a pé que a travessia pode ser realizada. Muitos deles cruzam a estrada diariamente para trabalhar nas feiras livres brasileiras e cerca de 4 mil bolivianos vivem em Corumbá.

De acordo com o representante do Comitê Cívico de Puerto Quijarro, Marcelito Moreira, que está a frente do movimento, a fronteira só será liberada após o resultado garantindo o segundo turno das eleições.

Fronteira do Brasil com Bolívia está fechada há mais de 12 horas por conta de protesto. — Foto: Lucas Lélis/TV Morena

Fronteira do Brasil com Bolívia está fechada há mais de 12 horas por conta de protesto. — Foto: Lucas Lélis/TV Morena

Parte do comércio de Porto Quijarro, primeira cidade boliviana vizinha a Corumbá, também aderiu ao movimento e fechou as portas. Bancos estão sem funcionar e os mercados fecharam a portas ao meio dia. A paralisação nacional também afeta os transportes. Trens que circulam por todo o país estão parados desde o início das manifestações.

A rodoviária de Porto Suares, há 15 km da linha internacional com o Brasil, que recebe cerca de 400 passageiros por dia está vazia. Na região, os manifestantes fizeram bloqueio semelhante aos que estão sendo feitos em toda Bolívia.

Bolivianos protestam contra resultado de eleições presidenciais e fecham fronteira com o Brasil. — Foto: Lucas Lélis/TV Morena

Bolivianos protestam contra resultado de eleições presidenciais e fecham fronteira com o Brasil. — Foto: Lucas Lélis/TV Morena

A contagem preliminar de votos, interrompida na noite de domingo (22), foi retomada nesta segunda-feira (21) e chegou a apontar vantagem suficiente para garantir a vitória de Evo Morales no primeiro turno, mas depois a diferença diminuiu, e o resultado era incerto até a publicação desta reportagem. Houve protestos no país após o anúncio de um novo mandato do atual presidente.

O presidente Evo Morales, do Movimiento Al Socialismo (MAS), e Carlos Mesa, do Comunidad Ciudadana (CC), podem disputar segundo turno de eleição presidencial na Bolívia, em 15 de dezembro — Foto: Reuters/David Mercado

O presidente Evo Morales, do Movimiento Al Socialismo (MAS), e Carlos Mesa, do Comunidad Ciudadana (CC), podem disputar segundo turno de eleição presidencial na Bolívia, em 15 de dezembro — Foto: Reuters/David Mercado

Para vencer a disputa já no primeiro turno, Morales teria que conseguir 50% dos votos válidos mais um ou 40%, mas com pelo menos dez pontos a mais do que o segundo colocado. O segundo turno, caso ocorra, está marcado para 15 de dezembro.

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