Como alta em tarifa de metrô detonou maior onda de protestos em décadas no Chile

Correio do Pantanal

20 out 2019 às 20:33 hs
Como alta em tarifa de metrô detonou maior onda de protestos em décadas no Chile
Soldados e manifestantes nas ruas de Santiago
Image captionO Exército patrulhou as ruas de Santiago no sábado com tanques militares

* Matéria atualizada às 14h45 de 20/10/19

A maior onda de protestos em décadas no Chile atingiu seu ponto mais crítico na noite do último sábado, 19 de outubro, quando pelo menos duas pessoas pessoas morreram em um incêndio em um supermercado na capital Santiago.

Inicialmente, a intendente da região, Karla Rubilar, havia falado em três mortos, mas na manhã deste domingo, o ministro do Interior do país, Andrés Chadwick, confirmou dois óbitos. Segundo ele, há uma terceira pessoa em estado grave, com queimaduras em 75% do corpo.

As manifestações começaram há uma semana, após ser decretado um aumento das tarifas de metrô da cidade e, desde então, se espalharam para outras partes do país. Foram registrados protestos em Concepción, Rancagua, Punta Arenas, Valparaíso, Iquique, Antofagasta, Quillota e Talca, segundo o jornal El Mercurio.

A alta da tarifa contribuiu para amplificar descontentamentos do povo chileno com outras políticas públicas, como o sistema de pensões, os custos dos serviços de saúde, o preço da gasolina e as taxas de serviços públicos.

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