“Amai-vos como eu vos amei”

Correio do Pantanal

6 maio 2021 às 20:49 hs
“Amai-vos como eu vos amei”

Palavra – Evangelho João 15:9-17 – 9Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor. 10Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor. 11Tenho-vos dito isto, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo. 12O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. 13Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. 14Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. 15Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer. 16Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vô-lo conceda. 17Isto vos mando: Que vos ameis uns aos outros. Palavra da Salvação – Glória a Vós Senhor. MENSAGEM – A liturgia nos convida a contemplar o amor de Deus, manifestado na pessoa, nos gestos e nas palavras de Jesus, e dia a dia tornado presente na vida dos homens pela ação dos discípulos de Jesus. Na 1ª Leitura Pedro na casa de Cornélio anuncia Jesus e sua ação salvífica. Cornélio e sua família acolhem o anúncio e são batizados. (At 10,25-26.34-35.44-48) A salvação oferecida por Deus através de Jesus e levada ao mundo pelos discípulos, se destina a todos os homens, que tem um coração aberto às propostas de Deus.. Na 2ª leitura, João afirma que “Deus é amor”. (1 Jo 4,7-10) É uma das definições mais profundas e completas de Deus. Abre nossos olhos para a presença de Deus, sob dois aspectos: O amor que se revela na doação de Cristo por nós e o amor que devemos praticar para com os “filhos de Deus”, sendo que o primeiro é modelo e fundamento do segundo. Se Deus é amor, o amor deve estar presente na vida dos “filhos de Deus”. No Evangelho, Jesus mostra aos discípulos o caminho a percorrer: Testemunhar o amor de Deus no meio dos homens. (Jo 15,9-17) O texto faz parte do Discurso da Despedida na última ceia. É o último discurso de Jesus aos discípulos, antes de ser preso. São as últimas recomendações aos seus “amigos”, antes de partir. É uma catequese sobre o “caminho” que os discípulos devem percorrer, após a partida de Jesus deste mundo. Refere-se à relação de Jesus com os discípulos e à missão que os discípulos serão chamados a desempenhar no mundo. A relação do Pai com Jesus é modelo da relação de Jesus com os discípulos. O Pai amou Jesus e demonstrou-lhe sempre o seu amor; e Jesus correspondeu ao amor do Pai, cumprindo os seus mandamentos… Da mesma forma, Jesus demonstrou sempre o seu amor aos discípulos; e eles devem corresponder ao amor de Jesus, cumprindo os seus mandamentos. O Evangelho é um discurso que o Ressuscitado dirige do céu para todos os discípulos. É um resumo… uma síntese de muitas coisas em poucas palavras… O mandamento do amor é a raiz de toda vida cristã. A “Estrutura do amor” tem 3 planos: O Amor do Pai por seu Filho Jesus Cristo; o amor de Jesus Cristo pelos homens; e o amor dos homens entre si, “Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Amai-vos uns aos outros…” Os discípulos são “amigos” de Jesus.    “Já não vos chamo servos, mas amigos…” Amigo é muito mais de que um servo, um colaborador, é um confidente, com o qual existe uma comunhão de vida, de planos e ideais… Um Deus com sentimentos humanos nobres e profundos. A Iniciativa é de Jesus: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi”. O Amor partiu dele, não de nós. Desse amor, nasce a vitalidade e a amplidão da sua Missão. Baseada nisso, a resposta dos discípulos se torna fecunda em frutos duradouros. Conseqüentemente, a oração deles ao Pai também será ouvida, porque feita em nome de Cristo. A Igreja é a “comunidade de amigos“, que acolhem o convite de Jesus e colaboram na missão de testemunhar ao mundo o Amor do Pai, com alegria e entusiasmo. O melhor testemunho em Deus em quem acreditamos e da Boa nova que anunciamos é nossa comunhão. Os “amigos de Jesus” devem amar COMO ele amou. A prova concreta que amamos é a observância dos Mandamentos: “Quem me ama, guarda os meus mandamentos… Este é o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei”. Amar como ele, é tornar visível em nós o amor de Deus… Amar como ele, é amar também os “amigos” de Jesus… Seremos “amigos de Jesus”, quando somos testemunhas desse mundo novo que Deus quer oferecer aos homens e que Jesus anunciou na sua pessoa, nas suas palavras e nos seus gestos. Aqui reside a “identidade” dos discípulos de Jesus… O Amor é a base e o fundamento do cristão; sem amor não há cristão, nem cristianismo. O amor fundado em Cristo supera as divergências, anula as distâncias, elimina o egoísmo, as rivalidades, as discórdias. Esse amor dá aquela fecundidade apostólica, que Jesus espera dos seus discípulos. Só quem vive no amor pode levar ao mundo o fruto precioso do Amor. As nossas comunidades são cartazes vivos que anunciam o amor? Ou são espaços de conflito, de divisão, de luta por interesses próprios? Deus é AMOR… SOMOS AMADOS por ele… E ELE nos convida a PERMANECER NO SEU AMOR. Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa – 09.05.2021

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