ADN da filha ajuda a condenar pai por violação nos anos 70

Correio do Pantanal

4 ago 2021 às 07:09 hs
ADN da filha ajuda a condenar pai por violação nos anos 70
Carvel Bennett foi condenado a 11 de anos de prisão depois de filha fornecer amostras de ADN para confirmar
Carvel Bennett foi condenado a 11 de anos de prisão depois de filha fornecer amostras de ADN para confirmar a violaçãoFoto: D.R.

Patrícia MartinsOntem às 18:05

Tribunal de Birmingham, no Reino Unido, condenou a uma pena de prisão de 11 anos um homem de 74 anos, acusado de violar uma menina de 13 anos, que ficou grávida depois do ataque.

O caso remonta a 1970 e só esta terça-feira é que o Tribunal de Birmingham conseguiu condenar Carvel Bennett, o homem que era acusado de violar a jovem de 13 anos. A sentença foi decidida depois de o tribunal ter obtido ADN da filha que foi concebida durante a violação.

A vítima deu a criança para uma instituição de acolhimento, tendo aos sete meses de idade sido adotada. Quando a filha fez 18 anos descobriu as circunstâncias do seu nascimento, acabando por decidir continuar com o caso da sua mãe biológica, fornecendo amostras de ADN, que revelaram que Carvel Bennett tinha 22 milhões de vezes de mais probabilidades de ser seu pai que os restantes homens.

O homem condenado por violação negou inicialmente a paternidade, dizendo que tinha feito sexo com o consentimento da vítima e que a mesma o enganou, fazendo-o acreditar que a jovem tinha 16 anos.

Martin Hurst, juiz da condenação, referiu que Carvel Bennett estava a “culpar a vítima”, acrescentando que reconheceu os efeitos profundos da violação tanto na vítima como na filha da vítima, tendo elogiado a jovem por conseguir levar Carvel a julgamento, afirmando que a acusação não teria ocorrido sem a determinação da jovem em obter justiça pelo crime que envolveu a mãe biológica.

Numa declaração lida pelo advogado da vítima, no tribunal antes da sentença, a vítima referiu que “com o passar dos anos, percebi que quando se é criança não se tem voz ou controlo sobre a sua vida. A minha vida já foi traumática devido ao abandono e a outros abusos sexuais. Disseram-me para não dizer nada, eu sabia que ninguém se importaria ou acreditaria em mim”.

A vítima acrescentou que sentiu nojo de si mesma por muitos anos, acreditando que a culpa era sua e “carregava a vergonha dele, embora sentisse que a vergonha era minha”. Também se pronunciou no tribunal, dizendo que Carvel Bennett causou uma “carnificina total” e que é “mais do que uma prova, mais do que uma testemunha, mais do que um ‘produto’ de uma violação”.

A jovem acrescentou que o ato de violência praticado por Carvel Bennett “dizimou qualquer potencial relacionamento com a mãe biológica”, porque o homem de 74 anos escolheu violar uma criança.

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