A estudante russa que descobriu 5 ilhas desconhecidas no Ártico

Correio do Pantanal

2 set 2019 às 07:03 hs
A estudante russa que descobriu 5 ilhas desconhecidas no Ártico

RedaçãoBBC News Mundo

Marina Migunova posa para foto à mesa de trabalho
Image captionMarina Migunova fez a descoberta por meio do estudo de imagens de satélite.

As horas que Marina Migunova passou analisando imagens de satélite de uma geleira no norte da Rússia valeram a pena: ela encontrou cinco ilhas desconhecidas.

A jovem estudante fez a descoberta em 2016, mas a localização e extensão foram confirmadas recentemente pelo mapeamento cartográfico feito por uma expedição no arquipélago de Nova Zembla, na região do Ártico.

As ilhas estavam escondidas sob a geleira Nansen (também conhecida como Vylka) que entrou no processo de degelo nos últimos anos devido ao aquecimento global.

Migunova fez a descoberta durante seus estudos na Academia Marítima do Estado “Almirante Makarov”, em São Petersburgo, Rússia.

Gráfico de mapa identificando região no Ártico

O aquecimento global fez com que várias geleiras derretessem no Ártico, o que está levando a constantes modificações nos mapas da região.nullTalvez também te interesse

As ilhas encontradas por Migunova têm entre 900 e 54.500 metros quadrados.

Paisagem de ilha em Nova Zembla
Image captionNova Zembla é um arquipélago que não foi muito explorado

Zona de interesse

Durante a Guerra Fria, o exército soviético testou bombas de hidrogênio naquela região remota, incluindo a chamada “Bomba Tsar”, a maior já detonada.

O derretimento do gelo do Ártico está abrindo a navegação na região por períodos mais longos em uma área onde a Rússia tem importantes interesses comerciais e militares.PROPAGANDA

Migunova recebeu um diploma honorário especial da Sociedade Hidrográfica Russa por sua descoberta.

Marina Migunova
Image captionMigunova recebeu um diploma honorário especial da Sociedade Hidrográfica Russa por sua descoberta.

Atualmente, ela é engenheira oceanográfica naval da frota do norte da Rússia.

A academia diz que está fazendo uso intensivo de fotos de satélite para registrar mudanças nas regiões costeiras, como nos arquipélagos árticos de Nova Zembla e Francisco José Land.

A academia diz que seus especialistas encontraram mais de 30 novas ilhas, cabos e baías nessa área entre 2015-2018.

ATENÇÃO: Comente com responsabilidade, os comentários não representam a opnião do Jornal Correio do Pantanal. Comentários ofensivos e que não tenham relação com a notícia, poderão ser retirados sem prévia notificação.