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Correio do Pantanal

6 set 2019 às 14:45 hs

O pico mais alto da Suécia derreteu e passou a segundo mais alto

Foto: DR

Ivete CarneiroHoje às 19:18

O pico mais alto da Suécia derreteu e passou a segundo mais alto

Aquecimento global já está a alterar a geografia da Suécia acima do Circulo Polar Ártico, reduzindo a altura do topo sul do monte Kebnekaise.

A diferença é abismal: em 60 anos, o pico sul da montanha Kebnekaise, no extremo norte da Suécia, 150 Km acima do Círculo Polar Ártico, perdeu 24 metros. E, de rajada, o título de topo da Suécia. O vizinho pico norte, roubou-lhe, por erguer-se, agora, 1,2 metros acima do irmão, nos seus sempiternos orgulhosos 2096,8 metros. Porque é de rocha e sempre foi, quando o do sul é um glaciar fustigado pelo aquecimento global.

A notícia que vai obrigar a alterar os compêndios de geografia suecos foi avançada pela equipa de investigadores que procedeu este ano à medição da Kebnekaise. “Isto é um marco, um sinal muito óbvio e muito claro para todos na Suécia de que as coisas estão a mudar” e que “é preciso fazer alguma coisa quanto a isso”, disse a geógrafa que liderou o projeto, Gunhild Ninis Rosqvist, da Universidade de Estocolmo, ao jornal britânico “The Guardian”, garantindo uma margem de erro de escassos centímetros.

Recordes de calor

“Quase toda a redução deu-se nas duas últimas décadas, em que o glaciar perdeu uma média de um metro por ano”, assegura a cientista, que acredita que os picos norte e sul vão andar uns anos a brincar ao gato e ao rato, por forças das neves dos invernos. Mas, a prazo, o destino do pico sul está traçado e é “muito claro”.

As medições foram feitas no dia 3, concluído o degelo do verão, num ano em que a Suécia registou os meses de maio e julho mais quentes da sua história, 10º C acima da média para a época – a pequena localidade de Markusvinsa, a norte do Circulo Polar Ártico, registou 34,8 ºC no dia 26 de julho. Os fogos florestais na região, em dois anos sucessivos, também não ajudaram.

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