União Europeia condena repressão e confirma sanções a Myanmar

Correio do Pantanal

28 fev 2021 às 18:17 hs
União Europeia condena repressão e confirma sanções a Myanmar
País tem assistido a várias manifestações desde o golpe de Estado a 1 de fevereiro
País tem assistido a várias manifestações desde o golpe de Estado a 1 de fevereiroFoto: EPA

JN/AgênciasHoje às 19:11

União Europeia condena repressão e confirma sanções a Myanmar

O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, condenou este domingo a repressão violenta da junta militar no poder contra os protestos em Myanmar, que provocaram pelo menos 18 mortos nas últimas horas.

“A violência não dará legitimidade ao derrube ilegal de um Governo eleito democraticamente. A disparar contra cidadãos desarmados, as forças de segurança mostraram um flagrante desrespeito ao direito internacional e devem ser responsabilizadas”, advertiu Josep Borrell, em nota enviada à imprensa.

Nas últimas horas, houve um aumento acentuado da violência contra os manifestantes, com o uso de balas de borracha, canhões de água e gás lacrimogéneo, para além de munições reais, matando pelo menos 18 pessoas e fazendo mais de 30 feridos em várias cidades, incluindo RangumDaweiMandalayBago e Pokokku.

ONU afirma ter “informações credíveis” de que pelo menos 18 pessoas foram mortas este domingo na violenta repressão aos protestos contra o golpe de estado em Myanmar (antiga Birmânia).

“As forças militares devem imediatamente cessar o uso da força contra civis e permitir que a população tenha o direito de fazer uso da liberdade de expressão. A União Europeia tomará brevemente medidas como resposta a estes acontecimentos”, anunciou Josep Borrell.

Na passada segunda-feira, a União Europeia decidiu sancionar os interesses económicos e financeiros dos militares, durante uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros.

As sanções deverão ser finalizadas nos próximos dias e entrarão em vigor após publicação no Jornal Oficial da União Europeia.

As manifestações têm-se repetido de forma ininterrupta desde o golpe de estado em 1 de fevereiro que destituiu a chefe do Governo civil, Aung San Suu Kyi, colocando os militares de regresso no poder, após um interregno de 10 anos.

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