Sonda chinesa chegou à órbita do planeta Marte
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Correio do Pantanal

10 fev 2021 às 20:48 hs
Sonda chinesa chegou à órbita do planeta Marte

Na próxima semana, serão os Estados Unidos a tentar fazer aterrar o seu veículo no denominado planeta vermelho

Sonda chinesa chegou à órbita do planeta Marte
© EPA/CHINA NATIONAL SPACE ADMINISTRATION HANDOUT

DN/Lusa10 Fevereiro 2021 — 17:43

Asonda chinesa Tianwen-1 chegou esta quarta-feira à órbita de Marte, a primeira etapa no plano chinês de levar um robô até à superfície do planeta.

A sonda, que inclui um veículo motorizado e foi lançada em julho passado a partir da ilha de Hainan, “entrou com sucesso em órbita de Marte”, indicou a agência de notícias oficial Xinhua.

É o segundo aparelho a chegar à órbita de Marte em dois dias, depois de uma outra sonda lançada pelos Emirados Árabes Unidos ter completado a viagem na terça-feira.

Na próxima semana, serão os Estados Unidos a tentar fazer aterrar o seu veículo Perseverance em Marte, no que seria a oitava missão norte-americana ao planeta.

As três missões foram lançadas ao mesmo tempo para aproveitar a maior proximidade entre a Terra e Marte, que acontece a cada dois anos.

A missão mais ambiciosa é a chinesa, prevendo-se que o veículo robô se separe da sonda daqui a alguns meses e tente aterrar em Marte, o que, a concretizar-se, faria da China o segundo país a conseguir tal feito.

A aterragem no solo marciano é difícil e o veículo chinês tem paraquedas, retrofoguetes e airbags, equipamento que usará para aterrar numa área rochosa chamada Utopia Planitia, o mesmo local onde o veículo norte-americano Viking 2 aterrou em 1976.

O veículo da missão Tianwen (que em chinês quer dizer “procura pela verdade celestial”) é do tamanho de um carrinho de golfe, trabalha a energia solar e deverá estar cerca de três meses em funcionamento.

O robô da missão norte-americana Perseverance deverá aterrar no dia 18 em Marte para procurar vestígios microscópicos de vida que outrora poderá ter existido no planeta e recolher rochas para trazer de volta à Terra na missão de regresso, agendada para a próxima década.

A missão dos Emirados, chamada Amal (“esperança” em árabe), entrou em órbita na terça-feira para recolher dados sobre a atmosfera do planeta.

Além destes, há mais seis aparelhos na órbita de Marte: três norte-americanos, dois europeus e um indiano.

A Tianwen-1 é a segunda tentativa chinesa de mandar uma nave a Marte, depois de ter falhado o lançamento de uma sonda integrada numa missão russa que não chegou a sair da órbita terrestre.

Em dezembro passado, a missão lunar chinesa Chang’e 5 foi a primeira a trazer rochas da Lua para a Terra desde a década de 1970. Em 2019, os chineses foram também pioneiros no envio de um veículo para o lado mais distante da Lua.

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