Rússia e Ucrânia falam em acordo ‘nos próximos dias’
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Correio do Pantanal

13 mar 2022 às 21:22 hs
Rússia e Ucrânia falam em acordo ‘nos próximos dias’

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BEATRIZ GOMES
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O secretário de imprensa presidencial da Rússia, Dmitry Peskov, afirmou neste domingo (13) à Tass (agência estatal russa) que a quarta rodada de negociações entre o seu país e a Ucrânia, em razão da guerra, ocorrerá nesta segunda (14) e será realizada no formato virtual. O conflito entre os dois países está no 18º dia.


Peskov se limitou a dizer que “sim” quando questionado se as negociações seriam realizadas de modo virtual e não deu mais detalhes sobre o novo encontro.
No sábado, Peskov declarou que a delegação da Rússia responsável pelas negociações virtuais com a Ucrânia será comandada pelo assessor presidencial Vladimir Medinsky -como o habitual.


Um porta-voz do governo ucraniano afirmou neste domingo que há possibilidades de negociação entre a Rússia e a Ucrânia pelo fim da guerra. Mais tarde, um representante russo nas negociações apontou que existe a possibilidade de ambos os países avançarem em uma posição em comum.


Segundo o site Sky News, o negociador ucraniano e conselheiro presidencial, Mykhailo Podolyak, acredita que pode haver progresso em negociações nos próximos dias, uma vez que, segundo ele, “o lado russo se tornou mais construtivo”.


“Não vamos ceder em princípio em nenhuma posição”, disse ele em um vídeo publicado na internet.


“A Rússia agora entende isso. A Rússia já está começando a falar de forma construtiva. Acho que vamos alcançar alguns resultados literalmente em questão de dias”, concluiu Podolvak.


“Nas negociações, a Rússia não faz ultimatos, mas ouve atentamente nossas propostas. A Ucrânia não abrirá mão de nenhuma das posições. Nossas demandas são – o fim da guerra e a retirada das tropas. Eu vejo o entendimento e há um diálogo”, acrescentou no Twitter.


Um representante russo nas negociações com a Ucrânia aponta que existe a possibilidade de ambos os países avançarem em uma posição em comum.


Leonid Slutsky, chefe do comitê de assuntos internacionais de Duma, acrescenta que documentos podem ser assinados em breve, de acordo com a agência de notícias russa Tass.


“Se compararmos as posições das duas delegações nas conversações no início e hoje, veremos um progresso considerável. Tenho o prazer de reiterar que, de acordo com minhas expectativas pessoais, este progresso pode evoluir para uma posição comum dentro de dias e alguns documentos devem ser assinados.”


Ainda segundo Slutsky, o progresso nas negociações entre russos e ucranianos pode diminuir a tensão entre os países.
“[Isso] pode, claro, salvar muitas pessoas cujas vidas estão em risco durante a operação militar e que estão sendo usadas por neonazistas como escudo humano sempre que idosos, mulheres e crianças tentam usar os corredores humanitários”, finalizou.


A última conversa entre os dois países ocorreu presencialmente no dia 7 de março, em Belarus, e, segundo o negociador ucraniano e conselheiro da Presidência da Ucrânia, Mykhailo Podolyak, houve “pequenos avanços” na logística de corredores humanitários nesse encontro.


Na ocasião, a Rússia anunciou uma trégua em várias cidades ucranianas a partir das 07h (04h no horário de Brasília) do dia 8, para a evacuação de civis através de corredores humanitários.


“A Federação Russa anuncia um cessar-fogo a partir das 10h, horário de Moscou, de 8 de março” para a evacuação de civis da capital ucraniana, Kiev, além das cidades de Sumy, Kharkiv, Chernigov e Mariupol, informou o setor do Ministério da Defesa responsável por operações humanitárias na Ucrânia, em nota citada por agências de notícias russas.


No entanto, ainda no dia 8 de março, a Ucrânia acusou a Rússia de impedir a saída de mulheres, idosos e crianças de Mariupol, ao sudeste do país, pelos corredores. Autoridades da cidade de Mariupol também acusaram, no último dia 10, a Rússia de bombardear o corredor humanitário criado para a saída de civis e uma universidade localizada no município. Mariupol é uma cidade portuária estratégica localizada entre a Crimeia e Donbass.

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