Porsche Taycan 4S: O futuro chegou depressa

Correio do Pantanal

1 mar 2021 às 15:23 hs
Porsche Taycan 4S: O futuro chegou depressa

Sem tempo a perder, a Porsche assinalou a sua entrada no segmento dos veículos elétricos com o sensual Taycan, que dá continuidade ao legado desportivo da marca alemã, mas sem a sonoridade e as emissões de outros modelos.Pedro Junceiro01 Março 2021 — 07:00

Os entusiastas puristas da Porsche ficaram reticentes quando foi anunciada a aposta da marca nos elétricos – a perspetiva de um desportivo sem a sonoridade característica e com agilidade afetada pelo peso da bateria eram duas preocupações. Se quanto à primeira, a realidade do silêncio é incontornável, o Taycan encarrega-se de honrar os pergaminhos da marca no demais.

Na sua conceção, dedicou-se atenção redobrado à eficiência aerodinâmica, premissa sob a qual foi moldada a sua carroçaria de quase cinco metros (4963 mm). No caso do 4S, de tração integral com menor potência, o valor de arrasto é de 0.22 Cx, garantido pela combinação de elementos como as “cortinas de ar” no para-choques dianteiro (alinhadas com os faróis LED), a grelha variável ou o difusor traseiro, num visual futurista ao qual não se fica indiferente.

O Taycan mais acessível tem custo de 87.127€, de tração atrás e motor singular de 408 CV (em “overboost”)

Há duas bagageiras (84 litros à frente e 407 atrás) e interior altamente tecnológico, com três ecrãs: ao da instrumentação, personalizável e com 16.8″, junta-se o ecrã tátil central de 10.9″ para controlar o infoentretenimento e outro, mais abaixo, de 8.4″ para a climatização. O espaço não é fantástico, mas quatro adultos viajam desafogados.

Desportivo à séria

A versão 4S recorre a dois motores elétricos que, no caso da unidade ensaiada, é agraciada com a opcional bateria Performance Plus (com custo de 5707€) de 83.7 kWh “úteis”, a qual eleva a potência total para 360 kW (490 CV) em condições normais, chegando aos 420 kW (571 CV) em função “overboost”. Elétrico desportivo, o Taycan 4S é intempestivo nas acelerações, pregando o “condutor” ao banco quando o acelerador é pressionado de forma vigorosa. Nos modos de condução “Range” ou “Normal”, oferece conforto e refinamento, nos modos “Sport” e (sobretudo) “Sport+” transforma-se, impressionando não só pela aceleração pura (zero aos 100 km/h em 4,0 segundos), mas também pela entrega imediata do binário (650 Nm). Exige concentração máxima, porque ganha velocidade de forma mesmo muito rápida, respondendo os travões muito bem às solicitações (apesar dos 2200 kg). A suspensão adaptativa (que baixa até 22 mm a altura ao solo) permite exímio equilíbrio entre conforto e firmeza.

Os entusiastas puristas da Porsche ficaram reticentes quando foi anunciada a aposta da marca nos elétricos
Os entusiastas puristas da Porsche ficaram reticentes quando foi anunciada a aposta da marca nos elétricos

A autonomia “realista” ronda os 360 km, com a Porsche a apontar um valor entre 389 e 464 km (consumo médio de 21.9 kWh/100 km). Para carregar, é importante usar uma “wallbox”: a carga total a 11 kW leva oito horas. Já a 50 kW, carrega de 5 a 80% em 93 minutos.O preço base de 110.866€ torna o 4S no segundo mais acessível da gama (só o Taycan de tração traseira é mais barato), mas esta versão assume-se como uma escolha racional, com prestações estonteantes e comportamento que dissipa qualquer dúvida quanto ao seu legado desportivo.

Motor 24
pjunceiro@globalmediagroup.pt

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